Duda revela que próprio nome foi cotado para dirigir Câmara e prega unidade na base
Por Gabriel Lopes
O vereador e 1º vice-presidente da Câmara de Salvador, Duda Sanches (União), revelou na manhã desta terça-feira (1º), que também colocou seu nome à disposição do prefeito Bruno Reis (União) e demais vereadores da base para a eventual nova eleição da mesa diretora da Casa Legislativa.
Em conversa com o Bahia Notícias durante uma entrega da prefeitura no Largo da Mariquita, no Rio Vermelho, o edil admitiu que é um dos nomes que pleiteia o espaço dentro da base de situação. Ele também defendeu que, independente do nome escolhido para disputar a presidência, os vereadores aliados a Bruno votarão de forma "coesa e uníssona".
"Agora o que eu posso garantir é que se essa eleição acontecesse hoje, semana que vem, daqui a um mês - e é inevitável, a Justiça já deu uma liminar que mostrava a irregularidade cometida na eleição da mesa diretora - nós estaremos de forma coesa, uníssona, falando o mesmo nome. Meu nome é um dos colocados à disposição dos colegas vereadores, mas independente da minha vontade pessoal, a vontade coletiva falará mais alto e não há a mínima possibilidade de a base inteira de Bruno Reis votar diferente", disse o vereador.
"Todos votarão no mesmo nome, seja o meu, seja o de Kiki Bispo, seja o de Luiz Carlos, Cláudio Tinoco, Daniel Alves ou Paulo Magalhães, os que já se colocaram à disposição para a presidência da Câmara", acrescentou ao citar outros nomes que também manifestaram o desejo de brigar pela presidência.
Apesar da sinalização, o nome que desponta nos bastidores para a chapa da situação em eventual disputa é o de Kiki Bispo (União) (leia mais aqui). Aliados do vereador Kiki Bispo (União) dizem que ele foi o escolhido pelo prefeito Bruno Reis (União), entre dez edis que colocaram o nome à disposição, para concorrer à vaga de presidente da Câmara Municipal. Atualmente, Bispo é vice-líder da bancada governista no legislativo municipal e é um dos homens de confiança de Bruno.
Com a missão de fortalecer a interlocução entre Legislativo e Executivo, além de tentar manter a base de Bruno Reis (União) minimamente arrumada e capaz de dar sustentabilidade ao governo municipal, em abril deste ano, Kiki deixou a Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza (Sempre) e reassumiu o mandato na Câmara Municipal.
A movimentação ocorre porque em março, antecipando a eleição, Geraldo Jr. (MDB) foi reeleito para o cargo de presidente da Câmara de Vereadores de Salvador para o biênio 2023-2024. Contudo, após o partido União Brasil entrar com uma ação, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a votação - a decisão cautelar está mantida, apesar de um pedido de vista. A própria eleição de Geraldo Jr. como vice-governador de Jerônimo Rodrigues (PT) deve provocar uma nova eleição na Câmara soteropolitana.
A eleição para a Mesa Diretora ocorre a cada dois anos por voto direto. Os vereadores lançam seus nomes para o cargo que pretendem ocupar na Mesa Diretora e a votação acontece em sessão no Plenário Cosme de Farias. É escolhido quem tiver maioria de votos.
A mesa diretora é eleita para um mandato de dois anos com possibilidade de recondução na eleição do biênio seguinte. A mesa é composta por: presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, 3º vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário, 3º secretário, 4º secretário, corregedor-geral, ouvidor-geral e ouvidora-substituta.
