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Sem atacar urnas diretamente, Bolsonaro diz que vai aguardar parecer das Forças Armadas

Por Bruno Leite

Sem atacar urnas diretamente, Bolsonaro diz que vai aguardar parecer das Forças Armadas
Foto: Reprodução / CNN Brasil

O presidente da República e candidato à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), disse que vai aguardar o parecer das Forças Armadas para afirmar se confia nos resultados obtidos por ele no primeiro turno das eleições, que ocorreu neste domingo (2).

 

"Vou aguardar o parecer das Forças Armadas, que ficaram presentes na sala cofre", fez questão de destacar o chefe do Executivo nacional durante entrevista coletiva.

 

Para ele, a votação apertada entre ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que irá com o liberal para o segundo turno, demonstra uma "vontade de mudar por parte da população". 

 

"Entendo que certas mudanças podem vir para pior. A gente tentou, durante a campanha, mostrar esse outro lado, mas parece que não atingiu a camada mais importante da sociedade", definiu o presidente.

 

Bolsonaro fez questão de descredibilizar os institutos de pesquisa, que apontaram um distanciamento maior entre ele e o petista e chegaram a indicar a sua derrota ainda no primeiro turno. "Vencemos a mentira no dia de hoje, que tava o Datafolha dando 51% a 30%", exemplificou.

 

"Temos um segundo turno pela frente, onde o tempo passa a ser igual para todos. Vamos agora mostrar melhor para a população brasileira, especialmente a classe mais afetada", destacou, se referindo às dificuldades econômicas, que na visão dele seriam reflexo da pandemia e de eventos como o conflito entre Rússia e Ucrânia.

 

Questionado sobre alianças, Bolsonaro evitou falar de possíveis alianças com o Movimento Democrárico Brasileiro (MDB) e assumiu que existe a possibilidade de conversar com Zema (reeleito em Minas Gerais), com Cláudio Castro (governador reeleito no Rio) e com os parlamentares eleitos para que a campanha seja intensificada.

 

Ao fim da coletiva, ele citou a deflação vivida no país nos últimos dois meses, elencou o Auxílio Brasil como um dos avanços na mitigação dos efeitos econômicos e minimizou a confiabilidade nas urnas: "Esse sistema nosso não é 100% blindado".