Projeto 'Universidade na Praça' atraiu centenas de pessoas ao Campo da Pólvora
Por Redação
A segunda edição do projeto “Universidade na Praça – Democracia e Esperança” foi realizada nesta quinta-feira (23), no Campo da Pólvora, em Salvador. O evento foi promovido pela APUB (Sindicato dos Professores das Instituições Federais de Ensino Superior da Bahia), em parceria com professoras e professores, estudantes e técnicos-administrativos da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB).
O evento, iniciado às 8h, contou com uma estrutura de um palco, 13 tendas e duas salas, onde aconteceram exposições, oficinas, palestras, serviços de saúde, apresentações artísticas diversas, brincadeiras, entre outros formatos de atividades. Cada espaço teve um tema de identidade e recebeu o nome de um patrono ou patronesse, como forma de homenagear pessoas que são referência na produção de conhecimento e cultura em diversas áreas.
“Essa segunda edição do projeto é fundamental porque significa valorização da universidade como instrumento de transformação social, apresentando a nossa produção científica e acadêmica. Isso nos valoriza também enquanto professores e professoras”, afirmou o presidente da APUB, Emanuel Lins.
A primeira edição aconteceu em 2019, antes da pandemia, e foi lançada num contexto de ameaças e cortes de verbas das instituições federais de ensino superior.
“Não à toa demos o nome a essa edição de democracia e esperança. Esperança de que a nossa resistência, o nosso trabalho em favor da universidade seja também em favor da própria democracia”, declarou Raquel Nery, professora da Faculdade de Educação da UFBA e idealizadora do projeto.

Foto: Divulgação
“A gente tem mais de setenta exposições diferentes, intervenções culturais e na sociedade. O evento é muito plural, conversamos com a comunidade, ambulantes, crianças. Falamos sobre saúde de homens e mulheres, vacinação, arboviroses e ciência”, destacou o professor recém-ingresso na Faculdade de Enfermagem, Rafael Carvalho.
Ao longo do dia, centenas de pessoas transitaram pela praça e puderam conferir apenas uma pequena parte da diversidade de arte, cultura, ciência e tecnologia produzida pelas universidades baianas.
A APUB pretende realizar outras edições do projeto, diversificando também os locais, de modo a tornar cada vez mais comum o diálogo entre universidade e a sociedade.
“Para nós, da diretoria do sindicato, é fundamental realizar um evento dessa magnitude, mostrar o que fazemos e a importância do nosso trabalho. Essa segunda edição vem mais forte, mais potente e a gente acredita que pode ser ainda melhor na próxima”, concluiu Fernanda.
