Prefeito evita elogiar veto a piso de enfermagem e critica segurança pública
Por Leonardo Almeida / Francis Juliano
O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União), evitou cravar a palavra “a favor” do veto ao piso dos enfermeiros (veja aqui), mas declarou que não pode pagar o montante sem que haja uma receita prevista fora dos cofres da prefeitura. Reis, que participa do desfile de 7 de Setembro, nesta quarta-feira (7), disse que espera que a criação de um fundo que garanta o pagamento, sem que isso tire verbas já previstas na administração municipal.
“Sempre que tem essas definições de piso é importante ter a fonte que garanta o pagamento. Aqui em Salvador, nós já pagamos salários, quando soma as gratificações e o Supremo já tem decisões nesse sentido, salários acima do piso. O que não pode é instituir o piso e incidir as gratificações todas. Vocês estão vendo o imbróglio dos agentes comunitários de saúde e de endemias porque recebem 122,5% de gratificações e quando incide sobre um piso de dois salários chega a uma remuneração em torno de R$ 6.681. Com isso, desvirtua até a própria lei que é garantir o pagamento mínimo do piso com uma gratificação que é de insalubridade”, disse o prefeito.
O gestor considerou que a aprovação do piso acarretaria um custo de R$ 311 milhões, o que sairia das previsões orçamentárias da capital baiana. Ainda durante a passagem pelo Campo Grande, em Salvador, Bruno Reis aproveitou para criticar a segurança pública. Ele lembrou da morte da adolescente Cristal Pacheco, de 14 anos, no dia 2 de agosto passado.
“A violência, infelizmente, nós estamos em um estado campeão nacional onde depois de 16 anos, o tráfico tomou conta de diversos bairros, e infelizmente nós estamos tendo de conviver com casos tristes e que causam muita dor como o da jovem Cristal. Na questão da segurança pública, ou o governo muda sua postura, investe em recurso e chama para si a responsabilidade ou é melhor entregar a chave do governo para o crime organizado”, discursou.
