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Ex-executivos da Odebrecht são alvos da Justiça na Baiha por corrupção passiva

Por Redação

Ex-executivos da Odebrecht são alvos da Justiça na Baiha por corrupção passiva
Foto: Arquivo

Os ex-executivos da Odebrecht Cláudio Melo Filho, André Vital Pessoa de Melo e Benedicto Barbosa da Silva Júnior, além do ex-CEO do grupo Marcelo Odebrecht, são alvos da Justiça da Bahia por corrupção passiva. O processo é reflexo da Operação Lava Jato e foi movido pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco).

 

Quem também é alvo da ação é o senador baiano Jaques Wagner (PT), um dos coordenadores da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Presidência da República, que, de acordo com o MP-BA, em 2014, era governador da Bahia e aceitou uma proposta de vantagem indevida de R$ 30 milhões da Construtora Norberto Odebrecht. Em troca, o petista viabilizaria acordo para pôr fim a uma antiga dívida da Companhia de Engenharia Hídrica e de Saneamento da Bahia (Cerb) com a Odebrecht, referente à construção da Adutora do Sisal, em 1986.

 

A denúncia foi aceita em junho deste ano pela 1ª Vara Criminal Especializada de Salvador, entretanto só veio a público apenas nesta semana.

 

Através de nota, a defesa do ex-governador da Bahia afirmou que "a ação é um fato requentado, com base em procedimento que tramita há oito anos sem que nenhuma prova tenha sido apresentada".

 

"O senador diz estranhar que voltem a utilizar a mesma tática contra ele, novamente as vésperas de uma eleição, assim como planejaram em 2018", disse a equipe do parlamentar ao Bahia Notícias. 

 

Ainda de acordo com a defesa do petista, na ocasião, mensagens reveladas pela "Vaza Jato", apontavam que procuradores planejavam uma ação contra Wagner "por questão simbólica".

 

O texto também traz uma fala do próprio Wagner, que disse: "A farsa da Lava Jato já foi desmascarada. Assim como esse tipo de espetáculo em torno de processos antigos e sem provas para tentar interferir na agenda política do país". (Atualizada em 01/09 às 12h53)