Prefeitura inicia mapeamento da população em situação de rua de Salvador nesta sexta-feira
Por Redação
A ordem de início da Pesquisa de Mapeamento, Contagem e Caracterização da População em situação de Rua de Salvador será assinada pela Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Promoção Social, Combate à Pobreza, Esportes e Lazer (Sempre), nesta sexta-feira (26), às 14h, no Centro Cultural da Câmara. O mapeamento será realizado em parceria com o Projeto Axé de Defesa e Proteção à Criança e ao Adolescente, com prazo para finalização dos trabalhos previsto para julho do próximo ano e a realização de 1400 entrevistas.
O secretário da Sempre, Daniel Ribeiro, acredita que se trata de um documento bastante esperado pela sociedade civil e pelo poder público e que dará um norte para a ampliação de políticas públicas voltadas para a população de rua. O secretário assegura ainda que a pandemia, conforme avaliado pelo trabalho em campo dos técnicos da Sempre, “inevitavelmente”, ampliou o número de pessoas em vulnerabilidade nas ruas da capital baiana.
“E, consequentemente, o termo de colaboração, que visa realizar uma pesquisa de mapeamento, contagem e caracterização das situações de vulneração e violações de direitos vividas pela população em situação de rua, ancorada justamente na necessidade de construção e monitoramento de dados validados e confiáveis que correspondam à realidade das pessoas de diferentes faixas etárias que estão nesta situação em Salvador, nos ajudará muito no quesito inclusão social”, disse o chefe da pasta.
No evento desta sexta, também será lançado o “Caderno de Forma - ação e Navegação Social, Volume II”, além da Exposição Fotográfica Caminhos do Cotidiano do Projeto Axé.
O último Censo Oficial foi em 2009. O programa ‘Salvador Cidadania’ foi desenvolvido pela então Secretaria Municipal do Trabalho, Assistência Social e Direitos do Cidadão (Setad), em parceria com o Ministério Público Estadual e a Fundação José Silveira, e contabilizou, na ocasião, 2.076 moradores de rua em Salvador, sendo que a maioria deixou suas casas por conta da fragilização extrema dos vínculos familiares.
