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CMS: Vereadores discutem reajuste dos agentes de saúde e pedem pagamento

Por Leonardo Costa

CMS: Vereadores discutem reajuste dos agentes de saúde e pedem pagamento
Foto: Bruno Leite/ Bahia Notícias

No Plenário Cosme de farias, da Câmara de Vereadores de Salvador, na tarde desta terça-feira (23), os edis discutiram o pagamento do reajuste salarial de 72% dos agentes de saúde e combate às endemias e pediram que a Prefeitura faça o pagamento com celeridade. No início do mês, o prefeito da capital baiana, Bruno Reis (União), chegou a vetar o projeto aprovado pela casa legislativa, justificando que a medida causaria um prejuízo de R$ 300 milhões aos cofres municipais, entretanto a Câmara derrubou e manteve a decisão. Em seguida, o presidente da Casa, Geraldo Jr. (MDB), fez a promulgação do piso (relembre aqui).

 

O líder da oposição na Câmara, Augusto Vasconcelos (PCdoB) disse que não vê que a emenda cause um rombo nas finanças da Prefeitura de Salvador. “Os agentes recebem um pouco mais de R$ 800. Com a aprovação da emenda constitucional no Senado e na Câmara Federal, há um recurso destinado para esse pagamento. Então, não é em Salvador que vai ter aumento dos gastos com a categoria. Estamos ao lado desses trabalhadores. Os agentes de saúde não vão se calar e sabem que podem contar com os vereadores”, garantiu Augusto Vasconcelos.

 

Para o vice-líder da bancada governista, vereador Kiki Bispo (União), com o diálogo, a Prefeitura e os vereadores chegarão a um acordo que vai beneficiar os agentes de saúde. “Eu queria pedir para que façamos o que fizemos na última sexta-feira, nos reunir e avançar no diálogo. Com certeza a proposta será aceita, mas precisamos despolitizar o que esta acontecendo nesta casa. Que possamos sentar com toda a categoria, pensar e chegar ao melhor entendimento para o pagamento do reajuste”, propôs.

 

No começo da sessão, quando era esperado o secretário municipal de Saúde, Décio Martins, para prestar esclarecimentos acerca de denúncias do vereador Carlos Muniz (PTB), na sessão ordinária do dia 14 de junho, que levantou suspeitas de um suposto benefício ao Instituto de Saúde e Cidadania (ISAC), no certame que decidiu a empresa para gerir o 16º Centro de Urgência, localizado no Pau Miúdo, em Salvador (veja aqui), o presidente da Casa, Geraldo Jr. (MDB) informou sobre a chegada de um oficio por parte do chefe da pasta da saúde, que vai ser analisado pela Câmara.