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Socialismo chinês é alternativa ao capitalismo, mas não modelo a ser copiado, diz Davidson

Por Lula Bonfim

Socialismo chinês é alternativa ao capitalismo, mas não modelo a ser copiado, diz Davidson
Foto: Gabriel Lopes / Bahia Notícias

O presidente estadual do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), Davidson Magalhães, avaliou, na tarde desta segunda-feira (15) em entrevista ao podcast Projeto Prisma, o sistema econômico aplicado na China como uma alternativa ao capitalismo, desenvolvendo tecnologia e políticas sociais. Para ele, o atual modelo utilizado na maior parte do mundo ocidental está em crise.

 

“O capitalismo está em crise. Crise ambiental, precarização do trabalho, ameaça de guerra. O capitalismo, do ponto de vista histórico, não tem como sobreviver sem destruir a própria humanidade. A alternativa que estamos vendo aí, o socialismo chinês, não é capitalista. Ele não se abriu. Ele aproveitou o desenvolvimento tecnológico – porque eles estavam lá atrás, num processo de exploração secular; eles passaram 700 anos de humilhação, como eles chamam – mas avançaram do ponto de vista tecnológico e de política social”, analisou.

 

Davidson lembrou que o nível salarial na China é maior do que o do Brasil, mas rechaçou o socialismo chinês como um “modelo” a ser seguido para os demais países. Segundo o presidente do PCdoB-BA, cada nação tem a sua história e precisa buscar soluções próprias para cada realidade.

 

“Um dos erros do movimento socialista no século passado foi achar que existiam modelos. E isso é antimarxista. Marx dizia que você tem que ver a realidade concreta de cada povo: a sua formação social, as suas características, a sua história, as suas contradições. A China não é um modelo. Tem muita coisa da China que não tem a ver com a nossa realidade social, nossa formação social, nossa cultura, nossa história. Mas deixa indicativos importantes”, afirmou Davidson.

 

“Por exemplo: o papel do Estado; a importância de produzir bens sociais; não deixar as finanças e a financeirização dominarem a economia; levar em consideração primeiro as pessoas e não as coisas e o lucro. A China é um exemplo disso. A China tirou 700 milhões de pessoas da linha de pobreza. São mais de dois Brasis. Esse é o maior acontecimento da história da humanidade”, concluiu.