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'Tentamos dialogar', diz mulher de tesoureiro do PT morto por bolsonarista no Paraná

'Tentamos dialogar', diz mulher de tesoureiro do PT morto por bolsonarista no Paraná
Marcelo tinha uma filha de 40 dias | Foto: Reprodução

A mulher de Marcelo Arruda, tesoureiro do PT em Foz do Iguaçu morto a tiros no sábado (9) durante sua festa de aniversário (saiba mais aqui), afirmou que a família não conhecia o atirador bolsonarista, Jorge Guaranho. Policial civil, Pamela Silva disse, em entrevista à TV Globo nesta segunda-feira (11), que ela e o companheiro tentaram dialogar com o homem, mas não obtiveram sucesso.

 

"Ele simplesmente chegou na festa, desferiu algumas palavras de cunho político. Marcelo pede, naquele momento, que ele se retire do local. E ele aponta a arma. Eu e o Marcelo tentamos dialogar com ele, mas ele ignora tudo isso", contou Pamela.

 

A festa de 50 anos de Marcelo tinha como tema o Partido dos Trabalhadores, sigla na qual ele militava politicamente. Pamela contou que Guaranho chegou ao local em um carro com um bebê e uma mulher. Segundo ela, a companheira do bolsonarista também pediu para que ele parasse.

 

Apesar disso, segundo Pamela, o atirador afirmou que iria voltar. Imagens de câmera de segurança mostram que Guaranho voltou ao local 10 minutos depois e atirou contra Marcelo. Antes dos disparos, ela ainda aparece nas imagens mostrando seu distintivo de policial civil ao bolsonarista (veja aqui).

 

"Foi tão rápido e tão inesperado, que ali foi uma atitude de instinto mesmo. A gente só queria tentar evitar, não com aquela violência, usando arma de fogo. Nós gostaríamos de estabelecer um diálogo com o agressor. Mas, por duas vezes, nós não conseguimos isso", lamentou Pamela.

 

“Marcelo era um apoio para todos nós. Estamos dilacerados. Gostaria que o tempo voltasse e nada disso tivesse acontecido. O Marcelo defendeu todos bravamente. Ele morreu por todos que estavam ali", concluiu.

 

Marcelo Arruda tinha 50 anos de idade e deixou quatro filhos. Um deles, um bebê de 40 dias.