Otto diz que pensa como Lula, quer maior participação do Estado e menos PPPs
Por Leonardo Almeida / Bruno Leite
O senador Otto Alencar (PSD) teceu sua opinião sobre a maior participação do governo nos investimentos estruturantes do país. Para ele, que esteve acompanhando a agenda do ex-presidente Lula (PT) na Bahia e os festejos da Independência, neste sábado (2), o modelo brasileiro não pode ser baseado na sobressaliência da iniciativa privada no setor.
"O [ex] presidente participou da caminhada, viu a animação do povo. É quase como uma consagração, uma apoteose, o que fizeram para Lula no trajeto", comemorou o parlamentar, dizendo ter certeza absoluta da volta do companheiro para o Palácio do Planalto.
Otto disse que, num possível retorno, o petista vai "voltar para fazer o que fez no passado", dando conta da construção de instituições de ensino técnico e superior, políticas de acesso a luz elétrica e bens de consumo e programas sociais.
"Ele pensa como eu penso a respeito do Brasil. Não dá só para a iniciativa privada e PPP resolver os investimentos. O governo tem que parcicipar", comentou.
Uma das propostas do grupo político é de que haja um novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), promovido nas gestões petistas anteriores e que foi responsável pela edificação de grandes obras.
Quanto às reformas trabalhistas e previdenciária, tidas por aliados de Lula e Otto como pontos focais e que necessitam de revogação, o baiano considerou que o debate deve ser feito junto às centrais sindicais, de modo que a legislação seja melhorada.
