Ícone pop, toalha de Lula vira item de alta procura no 2 de Julho
Por Leonardo Almeida / Bruno Leite
Dada a participação de nomes de todos os partidos e o ambiente de celebração dos feitos históricos do povo baiano, o Dois de Julho é um espaço de manifestações desde as primeiras horas do dia. Aproveitando o clima político do festejo, assim como o período pré-eleitoral e os fatores econômicos comuns a todas as festas de largo da Bahia, há quem foi até o circuito vender seus produtos.
Um deles foi o argentino Alejandro Mariane, que aproveitou o clima para comercializar um item polêmico: a toalha estampada com o rosto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vendida por R$ 30 cada.
"Eu cheguei 8 da manhã, o movimento não para. Vendi 40 camisas e 100 toalhas", contou o rapaz, segurando o corte de tecido felpudo na mão e exibindo camisas vermelhas com dizeres petistas.
Demarcação política, mas também um ícone pop, a tal toalha ganhou dimensão midiática ao ser levantada pela cantora Pabllo Vittar no último Lollapalooza, em São Paulo.
A atitude espontânea foi alvo de judicialização pelo Partido Liberal (PL), que acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), alegando uma suposta campanha antecipada.
Cama, mesa e banho à parte, Alejandro afirmou que deve, no fim da manhã, trazer uma outra novidade que deve cair no gosto dos partidários baianos: camisas com a foto do candidato ao governo do estado, Jerônimo, junto com o ex-presidente Lula. "[A camisa de] Lula e Jerônimo é uma novidade, vamos colocar para vender daqui a pouco", anunciou o argentino.
