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Mercado de carros de luxo em Salvador vive novo momento após pandemia
Foto: Marina Nadal/ Bahia Notícias

A Tecar Mercedes-Benz é uma das empresas que, desde o final do primeiro semestre de 2013, é representante oficial da marca Mercedes-Benz no Brasil e atualmente está espalhada nos estados de Brasília, Salvador, Goiânia, Brasília, Uberlândia, Campo Grande e Belém. Uma das principais representantes do segmento premium na capital baiana, a empresa se adaptou as demandas surgidas com a pandemia e agora convive com um público amplificado.

 

Herbert Junior, gerente de vendas, detalha razões para as alterações nas vendas. “De um ano para cá a Mercedes-Benz se adequou ao meio do mercado no segmento premium, e depois foi para o segmento luxo, com isso alguns produtos que eram comercializados antes, não são comercializados hoje. Como o caso da 680, e os itens que ela trazia para o Brasil. Hoje em dia são mais prezados a C200.”

 

Com a mudança do mercado e segmento que foi adotada, os produtos passaram a ser voltados para uma seção mais alta e com mais opções, trazendo a parte da inteligência do carro como modelos híbridos, com atenções mais voltadas à área de segurança.

 

“O carro de luxo é diferente de outros produtos no mercado brasileiro. A gente não tem mais do carro popular, pois a maioria são acima de R$ 180 mil, então tem esse corte para premiuns e luxo, que são de alta qualidade e com durabilidade de 5 da a 15 anos.”

 

Além do crescimento da procura de carros antigos, classificados como colecionáveis, com uma associação quase automática com a marca. Segundo Hebert Jr., é recomendado pela montadora fazer uma manutenção a cada 10 mil km, como também uma troca de óleo e a revisão, que é uma coisa simples a se fazer. Todavia, devido a demora da procura do condutor e a falta do cuidado, acaba que ele recorra apenas em momentos de emergência optando pela via mais rápida em oficinas comuns.

 

Para Herbert, durante o período de 2019 a 2022, houve carência na produção de carros, o que gerou um movimento diferente: uma concessionária apenas focada em uma região passa a ser para todo o Brasil. Ele explica que os meios digitais tornaram mais acessível esse processo, dentro da lógica da lei da procura e da oferta. Um atendimento que antes ocorria em loja, se torna uma compra online, em que muitas vezes o vendedor e o comprador não se conhecem.

 

“O cliente ia na concessionária, olhava o carro, sentava e depois voltava. Há cinco anos tínhamos um estudo de que, a cada três pessoas que iam para concessionária, um era revertido em venda. Com a pandemia todo esse estudo mudou. Tivemos um afastamento drástico no jeito de se vender. Seja aqui no Brasil ou lá fora, a gente tem que se adequar a ele”.

 

O gerente da Tecar explica que, quando a pessoa pesquisa sobre o carro, vai atrás de informações disponíveis na internet, como avaliações, benefícios e desvantagens, antes de fazer a compra, e, por vezes, está mais atualizado do que o próprio vendedor.

 

Segundo Hebert Jr., esse momento às vendas online ultrapassam 50% ou mais na comparação com a venda presencial, o que, para ele, só aconteceria daqui a alguns anos. Em termos percentuais ele diz que 70% fica no mercado baiano e o resto vai para São Paulo e Rio de Janeiro, que em sua maioria são para produtos diferenciados, por cor, por exemplo. 

 

“Os produtos mais procurados na Tecar Mercedes-Benz, são a Classe A, C e a GLB, e o último em questão é o mais recente, um SUV de 7 lugares. As pessoas, que antes tinham dois carros, passam a ter somente um. Como o trabalho, que era apenas presencial, passou a ser remoto. O que tornou viável e mais econômico para elas, vender esses carros e adquirindo um veículos só, como a GLB, que é útil para viagens e passeios. Em compensação, você não consegue achá-lo com facilidade no mercado", conta.

 

Com 22 anos na marca, ele explica que maioria dos automóveis comprados eram os prateados, por causa da associação do automóvel com “flecha de prata”. No início das suas participações em corridas, os carros Mercedes-Benz eram azuis. Como consequências, eles se tornaram mais pesados do que a média. Então os engenheiros lixaram o carro e mantiveram a cor do alumínio, e consequentemente acumularam muitas vitórias.

 

“Quando a gente fala do produto, não é só a marca e o que ela representa hoje para você. É o significado que ela terá amanhã, ou daqui a vinte, trinta anos. E é isso que a Mercedes-Benz busca trazer: tradição e segurança”, reforça.

 

Em relação aos carros elétricos, o segmento da Mercedes é o EQS, carros 100% elétricos, e no grupo Tecar, apenas a concessionária de Brasília é homologada no Brasil. As outras, em sua maioria, possuem modelos híbridos que são carros que possuem tecnologia com motor elétrico e a combustão. Não há veículos elétricos nas concessionárias em Salvador, pois, de acordo com Hebert Jr., a discussão ultrapassa a venda. Ele reforça a necessidade de haver a homologação das lojas, além da necessidade de um estudo sobre a locação da recarga do veículo. Quando não se tem essa análise, poderia haver prejuízos tanto para o vendedor quanto para o comprador, na avaliação do gerente.

 

A perspectiva para o mercado brasileiro nos próximos anos é que boa parte das vendas sejam online, com lojas menores, pois não existe mais a necessidade de grandes estruturas, e exibição dos modelos, quando o cliente fecha a compra pode acompanhar o processo de maneira digital.

 

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