Alunos de Dom Philips em curso de inglês em Salvador cobram reforço nas buscas
Alunos soteropolitanos do jornalista Dom Philips, desaparecido desde o dia 5 de junho (saiba mais aqui), fizeram uma manifestação no bairro de Itapuã, na capital baiana neste sábado (11). O ato foi puxado por jovens dos bairros de Marechal Rondon e Alto do Cabrito, onde Dom Philips dava aulas de inglês em um projeto social. Conforme o G1, eles cobraram rapidez nas buscas pelo professor e jornalista, como também pelo indigenista Bruno Araújo Pereira. Também em Salvador, a esposa do jornalista, Alessandra Sampaio, fez um vídeo apelando para as autoridades no resgate do companheiro e do colega indigenista (ver aqui)
Os dois seguem desapacidos após uma expedição pela Amazônia. No protesto, os estudantes trouxeram cartazes como frases como "Aventureiro não, ativista sim", "Aventura é fazer a diferença que o governo não faz", "Imprudentes, não, pesquisadores", entre outras que fazem referência às falas do presidente Jair Bolsonaro a respeito do assunto.
Ainda segundo informações, Dom Philips começou a ensinar inglês no projeto social no fim do ano passado. Relatos dos jovens apontam que as aulas eram empolgantes, com recursos criativos, que chamavam a atenção de todos. Na última sexta-feira (10), uma nota, pedindo reforço nas buscas, foi assinada pelo projeto de pesquisa “Construindo Comunidades Saudáveis em Favelas Urbanas Brasileiras”, liderado pelo Instituto de Saúde Coletiva (ISC/Ufba) em parceria com a Fiocruz-BA e a Universidade de Liverpool.
"Solicitamos maior responsabilização das autoridades pelas vidas de Dom e Bruno, cujas investigações não têm sido priorizadas de forma adequada na Amazônia, região marcada pela exploração ilegal e pela negligência praticada pelo Estado na proteção dos territórios indígenas", disseram em parte da nota.
