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'PT também é marcado por machismo estrutural', diz Éden sobre eleição de mulheres

Por Anderson Ramos

'PT também é marcado por machismo estrutural', diz Éden sobre eleição de mulheres
Foto: Bahia Notícias

Além de buscar eleger Jerônimo Rodrigues para continuar ocupando o Palácio de Ondina por mais quatro anos, o PT da Bahia tem mais uma missão importante no pleito de 2022. O partido busca dar vez para candidaturas femininas e tentar emplacar o maior número de mulheres na Câmara dos Deputados.

 

Em entrevista para o Bahia Notícias, o presidente do PT no estado, Éden Valadares, reconheceu que a sigla precisa trabalhar para reparar um erro histórico, que é até o momento, ter eleito apenas Moema Gramacho, atual prefeita de Lauro de Freitas, para deputada federal.

 

“Nosso país infelizmente é marcado por algumas chagas que nos envergonham internacionalmente. O racismo estrutural fruto da escravidão é uma chaga que nos envergonha. A fome, a desigualdade social, a miséria. A outra certamente é o machismo. O PT não é produto de fora da sociedade, o PT também é marcado por um machismo estrutural que nós combatemos e queremos superar numa luta cotidiana”, disse o petista.

 

Já sobre a corrida ao Palácio de Ondina, Eden garante que o conturbado processo que resultou na desistência de Jaques Wagner da disputa e no rompimento com o PP, são águas passadas. Segundo ele, tudo já foi superado e os episódios serviram para fortalecer o grupo.

 

“A gente rapidamente conseguiu unificar o nosso partido, e em seguida unificar o nosso grupo em torno de Jerônimo, que em março já estava escolhido como nosso pré-candidato. Nós conseguimos ampliar até com MDB. Eu penso que a unidade do nosso grupo e a unidade do PT em torno de Jerônimo, foi o momento de maior coesão que a gente viveu desde a escolha de Wagner em 2006 ou mesmo na escolha de Rui em 2014. Lembro que havia muita crítica em torno da escolha de Rui e a gente demorou mais tempo para conseguir unificar o nosso grupo. Eu acho que foi muito rápida a coesão entorno do nome Jerônimo”, defendeu. Confira a entrevista completa.