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Sessão na Câmara registra bate-boca entre vereadores da base de Bruno Reis e professores

Por Vitor Castro

Sessão na Câmara registra bate-boca entre vereadores da base de Bruno Reis e professores
Foto: Vitor Castro / Bahia Notícias

Durante a sessão desta terça-feira (24) da Câmara de Vereadores de Salvador (CMS), o clima esquentou entre os vereadores da base do prefeito Bruno Reis e um grupo de professores que estavam na galeria do plenário Cosme de farias. Durante a fala dos vereadores Leandro Guerrilha (PP) e Ricardo Almeida (PSC) a categoria se manifestou aos gritos impedindo parte da compreensão dos discursos. O grupo presente pedia, dentre outras coisas, pela aprovação do piso salarial. 

 

Guerrilha ponderou que o pós-pandemia não é o melhor cenário para a paralisação, já que os alunos podem acabar ficando sem aula. "Não podemos admitir os alunos fora da sala de aula e graças a Deus apenas 20% aderiu a essa pseudo-greve. Não da para admitir uma categoria que conversa com o prefeito, faz uma proposta, e no dia seguinte faz uma assembleia e decreta uma greve", disse.

 

Para o líder do governo na CMS, Paulo Magalhães Jr., a greve não passa do viés político e não condiz com a realidade da categoria. "Os que estão em greve são os que estão aqui. Você veja que são poucos. 20% da categoria. Essa é uma greve puramente política. Se você comparar o contracheque do professor do município com o do estado, o professor do município ganha muito mais. Então não é uma greve justa, mas sim política", considerou.

 

Durante sua fala o vereador Silvio Humberto criticou os colegas que consideraram a greve ilegítima. “As vezes as pessoas não sabem o que é o chão das escolas. Se conhecerem não falariam metade desse desrespeito que vi aqui”, disse.

 

Augusto Vasconcelos, líder da oposição, disse que a bancada está à disposição para negociar. "Temos buscado a bancada do governo para que possam ser interlocutores de um diálogo com o executivo municipal para que a gente possa encontrar um entendimento que viabilize uma negociação, mas quem tem a caneta é a prefeitura. A Câmara tem se colocado a disposição, e tenho certeza que a própria bancada do prefeito vai se colocar a disposição caso o executivo encaminhe uma proposta", declarou.

 

A sessão durou pouco mais de uma hora, e nada ficou acordado entre as bancadas. Na saída da Câmara, a vereadora Cris Correia acabou sendo vaiada e chamada de traidora por um grupo de apoiadores. Ela fez uma reverência ao grupo e seguiu em direção ao prédio da prefeitura.