Bruno Reis sobe o tom contra mobilização dos professores: 'É uma greve política'
Por Bruno Leite / Anderson Ramos
O prefeito Bruno Reis subiu o tom contra o Sindicato dos Professores que decretou a greve da categoria em Salvador nesta semana. Em coletiva no Palácio Thomé de Souza na manhã desta sexta-feira (20), o gestor afirmou que a mobilização tem motivação política.
“Quando a gente faz um comparativo do tratamento que é nos dado e o tratamento que é dado ao Governo do Estado, a gente vê que é uma greve política. Em ano de eleição querem fazer uma greve politica usando os professores. O Governo do Estado passou sete anos sem dar aumento e eles nunca fizeram uma greve. Este ano, vamos dar em média um aumento de 12% para os professores, e olha que nós demos aumento em 2017, 2018 e em 2020 íamos dar aumento, mas por conta de uma lei complementar fomos impedidos de dar”, disparou o prefeito.
Reis aproveitou a ocasião para pedir mais diálogo com a categoria. “Ontem 50% dos professores trabalharam. Eu faço um apelo aos professores para que não façam greve. Vamos vencer as dificuldades juntos com diálogo e bom senso. Eles apresentaram uma proposta, e eu relutei para aceitar. Fiz e refiz contas e disse que podia aceitar, aí eles vão e retiram a proposta e entram em greve de imediato sem sequer fazer mobilização. O que é isso senão greve política?”, questionou.
Na tarde de quinta (19), os educadores realizam uma caminhada no Centro Histórico. Mobilizados, eles realizaram uma assembleia para definir os pontos da paralisação e percorrem as ruas da região da Praça Municipal (veja aqui). A categoria pede 32,4%, mas segundo o sindicato, a prefeitura ofereceu um acréscimo de apenas 6%.
