SSP diz que não há ocorrência contra escolas que justifique suspensão das aulas
A Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) questionou a paralisação das atividades em pelo menos 14 escolas municipais de Cajazeiras, Águas Claras e Fazenda Grande nesta terça-feira (10) (saiba mais aqui). A pasta argumentou que, "nenhuma ocorrência contra instituições de ensino, que pudesse motivar a paralisação, foi registrada".
Através de uma nota, o órgão disse também que equipes das polícias Militar e Civil reforçam as ações de segurança na região (veja aqui). O comércio e o transporte público funcionam normalmente.
Três militares foram assassinados a área durante o final de semana. Na noite do sábado (7), homens armados atiraram contra uma viatura que realizava rondas em Águas Claras e mataram o policial Alexandre Menezes, de 30 anos de idade (relembre aqui). Outro soldado ficou ferido com um tiro na orelha.
Um dia depois do atentado, dois outros colegas lotados na mesma companhia, a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, foram mortos na Invasão da Independência, em Cajazeiras, quando voltavam do enterro do PM. As vítimas foram identificadas como Shanderson Lopes Ferreira e Victor Vieira Ferreira Cruz (leia aqui).
As três mortes motivaram a Secretaria Municipal de Educação (SMED) a interromper as atividades em 14 unidades escolares. Cerca de 2,8 mil alunos estão com as aulas comprometidas em razão do "clima de insegurança", indicou a gestão da Educação de Salvador.
Ao Bahia Notícias, a Smed disse que a decisão de interromper as aulas vale para o dia de hoje, mas não deu detalhes ou previsão do possível retorno durante os próximos dias.
