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Dono do veículo que atropelou agente de trânsito diz que emprestou carro para amigo
Foto: Reprodução / Arquivo pessoal

O proprietário do veículo que atropelou e matou um agente de trânsito na quarta-feira (27) (reveja aqui), em Salvador, Luís Fabiano Gomes afirmou nesta sexta-feira (29), que não estava no carro no momento da colisão. Ele contou que não utiliza o automóvel há cerca de dois anos e que o veículo estava com um amigo. O carro do modelo Ford Fusion fabricado em 2014, acumula ao menos sete multas por infrações de trânsito cometidas nos últimos 12 meses (veja mais). 

 

Segundo o G1, no dia do acidente, a vítima, identificada como Jailton Pereira do Nascimento, 53 anos, trabalhava na organização do trânsito da Avenida Luis Viana Filho. O carro bateu na traseira da viatura da Transalvador e o impacto arremessou o agente para o canteiro da pista.

 

As pessoas que estavam no carro foram embora do local e não prestaram socorro a Jailton Pereira. Imagens mostram o momento exato do acidente. "Coloquei o carro na casa dele e trouxe a chave para minha casa. A chave está comigo, não sei como ele fez para pegar essa chave, como colocou o carro para trafegar em rua. Eu não autorizei nada disso e estou sendo pego de surpresa assim como vocês", afirma.

 

"Uma coisa eu tenho certeza: o carro é meu, sou proprietário e ele está em meu nome. Estava guardado com uma pessoa que eu confiava e que traiu a minha confiança. Agora não sei o que vai acontecer, só sei que sou inocente", concluiu Fabiano.

 

Ele afirma que tem como provar, por meio das câmeras do prédio, que estava em casa na noite em que o acidente aconteceu. Quando soube da situação, Fabiano conta que ficou em choque. "Eu reconheci meu carro, passei mal e tive que me dopar de remédio para dormir. Eu evitei tanto rodar com o carro e agora levo esse susto de uma pessoa vir a óbito. Sinto muito pela família dele [agente de trânsito]", desabafa o empresário.

 

Foi identificado também que o veículo tinha multas registradas, mas Fabiano afirma que as infrações não foram causadas por ele.

 

Já Humberto Mascarenhas, o amigo do empresário Luís Fabiano Gomes, confirmou que o veículo estava estacionado em sua garagem. No entanto, garantiu que não conduzia o carro no dia do acidente. Ele sinalizou que emprestou o carro a outro homem, identificado apenas como Franklin.

 

"Eu estava com uma dificuldade financeira e passei esse carro para Franklin, ele me emprestou um dinheiro e ficou com o carro como garantia. Só que não era para ele estar rodando com o carro", afirmou.

 

O dono do veículo, Fabiano, não sabia que o carro havia sido penhorado. Ele também não reconheceu nenhuma das pessoas que aparecem nas imagens do acidente.

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