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Curtas e venenosas: TV Bahia transforma até repórter em 'branca salvadora'...

Por Natalia Comte

Curtas e venenosas: TV Bahia transforma até repórter em 'branca salvadora'...

Quando um artista que só se apresentava em eventos grandes e tinha orgulho de bater no peito e dizer que "lota estádio sozinho", começa a fazer show no Pelourinho, a gente já sabe os próximos passos... A curva da fama é ingrata. Pode demorar, mas uma hora o declínio chega. Não que fazer show no Pelô seja algo ruim, só depende da perspectiva de quem faz; Gosto de Xanddynho e Carlinha porque eles entenderam que bancar os caretas nas redes sociais dá engajamento. Por exemplo, o cantor - aproveitando seu tempo de agenda livre - adora compartilhar quando leva comida para o filho no trabalho. Com isso, ele se mostra um pai presente e ainda reforça os "valores da família" que passou para as crias. A Dama mais cavalheiro que conhecemos decidiu abrir o coração e falar de como a religião a tirou das drogas. Acredito. A TV Bahia na ânsia de encontrar seu lugar ao sol em sensacionalismo disfarçado, achou de bom tom apresentar aquele recorte específico da história de uma mulher negra que - de tão explorada pelo racismo - tem medo de pegar na mão da repórter Adriana Oliveira. Exibir os crimes brutais contra a população é um dever do jornalismo, mas enquadrar a dor da pessoa, com o "salvamento" vindo das mãos de uma pessoa branca, é uma escolha. Leia mais!