Diretor da Le Biscuit diz que marca quer alcançar patamar de rivais no digital com IPO
Em meio a pandemia da Covid-19 a Le Biscuit apostou na digitalização e na multicanalidade. A empresa agora quer se comparar a rivais do mercado, como Magazine Luiza (MGLU3) e Americanas (AMER3). O diretor executivo de tecnologia, Rodrigo Spillere, já cita um IPO (oferta inicial de ações, em inglês) "em breve".
Em entrevista a Bpmoney, Spillere contou que a estratégia digital da Le Biscuit teve início apenas em 2020. "A empresa era muito separada, era setorial. Hoje, o que a gente vê é uma empresa toda unida. O investimento no digital, principalmente para uma empresa tradicional, é muito difícil, porque é um investimento alto com retorno a longo prazo", explicou.
Ainda de acordo com o executivo, a pandemia mudou a cultura de consumo de forma fixa e isso pode ser visto nos números da empresa. "O pessoal que antes tinha receio de comprar online, começou a comprar. À medida que o mundo vai voltando ao normal, percebemos um crescimento exponencial no digital e no físico também", disse Spillere.
As vendas omnichannel da Le Biscuit, atualmente, representam 45% do faturamento total da empresa. Segundo o executivo entrevistado pelo BP Money, o digital da varejista registrou um crescimento, com relação ao ano anterior, de dez vezes. A alta nas vendas tem animado a empresa, que diz que já pode se equiparar a grandes players do segmento, como Magalu e Americanas.
"Já chegamos lá (no patamar de Americanas e Magazine Luiza), mas nosso perímetro é menor do que o dessas gigantes. A tendência é que a gente vire referência de omnichannel no Brasil”, disse Spillere.
