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'Os dez de Carballal': Política do prefeito vai definir postura da base, diz vereador licenciado

Por Anderson Ramos / Bruno Leite

'Os dez de Carballal': Política do prefeito vai definir postura da base, diz vereador licenciado
Foto: Bruno Leite / Bahia Notícias

O vereador licenciado Henrique Carballal voltou a falar, na manhã desta terça-feira (12), sobre os dez vereadores e vereadores que estariam empenhados a apoiar a chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) e Geraldo Júnior (MDB) ao governo do estado. Desta vez, o político revelou que as alianças podem acontecer de forma direta, com a migração dos parlamentares para a oposição, ou indiretamente, com acenos à candidatura.

 

"Teremos dez vereadores apoiando a candidatura de Jerônimo", previu Carballal, ponderando que isso não deve ser um ponto que complique a situação do prefeito no Legislativo. "A discussão na Casa não é uma relação unilateral. Desde o início a gente sinaliza que não temos intenção de fazer oposição a Bruno Reis". 

 

Segundo ele, a manutenção dele como vice-líder do governo, por exemplo, é um sinal de que os laços não estão cortados: "Não estou saindo do governo para a oposição". 

 

"Vim apoiar a candidatura de Jerônimo, aceitei o convite de Geraldo, estou na coordenação buscando fazer com que ganhemos não só na Bahia no primeiro turno, mas em Salvador, com uma vitória esmagadora", destacou, falando sobre a formação de uma frente com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputando o Planalto, Otto Alencar (PSD) a vaga no Senado e Jerônimo o Palácio de Ondina. 

 

O intento dele enquanto coordenador é a atração de vereadores, mas a política adotada pelo prefeito Bruno Reis (UB) com relação aos parlamentares é o que iria definir a resposta do grupo e a postura que irão adotar.

 

"Se a política do prefeito for a de 'quem não estiver com meu candidato é meu opositor', ele vai tomar uma porrada grande", disparou Carballal, enumerando as figuras que estariam à disposição da chapa Jerônimo-Geraldo.

 

Além deles, os vereadores Randerson Leal (PDT), que ocupou a vaga deixada por Carballal, e Carlos Muniz (PTB), são dados como certos no grupo que faz oposição ao prefeito.

 

Uma matéria publicada pelo Bahia Notícias nesta terça deu conta de uma lista com quatro outros nomes especulados como adeptos da mobilidade entre bancadas (veja aqui). "Geraldistas", Marcelle Morais (UB), Marcelo Maia (PMN), Átila do Congo (Patriota) e Sandro Bahiense (Patriota) são alguns dos nomes ventilados. 

 

A nova postura dos parlamentares ameaça a governabilidade do prefeito, que passaria a contar - calculando todas as saídas - com o aceno governista de 27 vereadores, dois a menos que os 29 necessários como "maioria qualificada", ou seja, menos que 2/3 do total de votos. Procurados pelo BN, três dos quatro negaram a versão de que estariam deixando a aliança de lado.

 

Ainda de acordo com Carballal, para além do movimento iniciado por ele e o presidente, Edvaldo Brito (PSD) e André Fraga (PV) são parlamentares que, por força das decisões partidárias, estariam propensos a estarem ao lado dos petistas. Sidninho (Podemos) e Aleluia (PL), por sua vez, apoiam João Roma (PL) na corrida eleitoral ao governo estadual.