'Não reconheço senso moral do grupo de Neto', dispara Éden após críticas ao apoio do MDB
Por Maurício Leiro / Vitor Castro
O presidente estadual do PT na Bahia, Éden Valadares não poupou críticas ao grupo de ACM Neto após aliados do ex-prefeito criticarem a nova parceria petista com o MDB. A fala veio após o ex-ministro Geddel Vieira Lima aparecer em uma foto com líderes petistas na última quarta-feira (30). Geddel foi condenado em 2019 por lavagem de dinheiro após um bunker com mais de R$ 51 milhões ser atribuído a ele em Salvador.
Perguntado sobre as críticas que virão a partir da nova aliança, Éden foi direto. Para o presidente, partidos e lideranças políticas cometem erros e pagam por eles. “Geddel não está chapa, não é candidato nem na majoritária nem na proporcional. Nossa aliança é com o MDB. Penso que a gente criou um ambiente mais favorável aqui na Bahia para que o MDB apoie Lula, se não no primeiro turno, no segundo. Foi um gesto político importante”, avaliou.
O petista ainda disparou contra o grupo de Neto após aliados do ex-prefeito criticarem a aliança com Geraldo Júnior, atual presidente da Câmara de Vereadores (reveja) e agora ex-aliado de Neto. “Não reconheço senso moral do grupo de ACM, que estava abraçado, cujo prefeito foi presidente do MDB na cidade, e agora está cuspindo no prato que comeu. Não repete de noite o que falou de dia, nós não fazemos isso” disparou.
Éden disse não ver autoridade no grupo de Neto para criticar o apoio recebido pelo MDB. “Se anteontem o MDB era aliado deles e eles trabalhavam para manter a aliança, não é porque o MDB veio para o lado de cá que o grupo de Neto pode dizer que não presta mais. Como pode um grupo politico, um partido político, na terça-feira ser um aliado importante como eles diziam publicamente que era, e na quinta, porque passou para cá, passam a ser ruins?”, avaliou.
Para o petista, a articulação que resultou no desembarque do MDB na chapa de Jerônimo Rodrigues (PT) para concorrer ao governo da Bahia fortaleceu "ainda mais o grupo". “Reforça nosso time pela sua capacidade de diálogo com os vereadores. Foi candidato a vereador com as forças políticas da cidade, mas também com o mundo empresarial e com o setor produtivo. É evidente que cria um efeito político muito importante. O grupo já era forte e agora está mais”, comemorou.
