Líderes do BDM presos em operação atuavam de dentro dos presídios, afirma Polícia Federal
Por Anderson Ramos / Gabriel Lopes / Bruno Leite
Nove dos líderes do Bonde do Maluco (BDM) que tiveram mandado de prisão cumpridos durante a Operação Tarja Preta, deflagrada nesta quinta-feira (24), atuavam de dentro de unidades prisionais. Segundo a Polícia Federal (PF), em coletiva, os integrantes do grupo criminoso são mandantes de diversos crimes, como homicídios, lavagem de dinheiro e tráfico de armas e drogas em diferentes estados.
De acordo com o delegado da PF, Alexander Castro de Oliveira, as investigações apontam a autoria de crimes em sete estados, Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. No total, 36 mandados de prisão preventiva e 46 mandados de busca e aprensão foram cumpridos durante a ação.
"A Bahia foi um estado chave para isso [a investigação], em decorrência dos altíssimos índices de homicídios. A guerra entre o Bonde do Maluco e o Comando da Paz, um aliado do PCC e outro aliado do Comando Vermelho e que tem essa característica que é a organização de dentro dos presídios de onda são ordenados os atos criminosos", contou, explicando que a facção que foi alvo da operação surgiu a partir de uma disputa com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
Conforme informou Alexander Castro, foram cumpridas 4 buscas em presídios baianos e uma em um presídio mineiro. Após a operação, dois dos líderes serão transferidos de penitenciárias estaduais para unidades prisionais federais.
Além da PF, na Bahia, a Tarja Preta contou com equipes da Polícia Militar (PM), da Polícia Civil (PC) e do Exército Brasileiro. São investigados bens móveis e imóveis, e contas bancárias, utilizadas para crimes fiscais.
As informações obtidas serão compartilhadas com a polícia baiana para que os crimes apurados sejam elucidados.
