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Milton Ribeiro confirma investigação prévia da CGU a pastores e nega irregularidades
Foto: Reprodução / CNN Brasil

O ministro da educação Milton Ribeiro confirmou que existia uma investigação da Controladoria Geral da União (CGU) contra os pastores que faziam interlocução para prefeitos no MEC. Em entrevista à CNN Brasil, nesta quarta-feira (23), Milton também assegurou que nunca pensou em deixar o cargo.

 

"Nunca soube disso. Jamais concordaria com isso. Em agosto de 2020, ouvi algum comentário que chegou, eu recebi uma denuncia anônima de uma possível prática e reuni o meu gabinete e pedi que reduzisse a termo oficial um documento. Em agosto do ano passado, marquei uma reunião com o ministro da CGU. Quem está sendo envolvido é sigiloso. Ele chegou ao nome de alguns, entre eles o nome do pastor Arilton. O que acontecia lá fora, as coisas foram novidades", disse. 

 

O ministro revelou também que jamais soube de pedido de propina entre interlocutores e prefeitos. "Uma das coisas que não podia impedir era recebê-los. Mas recebendo orientação de não alertá-los. Mas não comentei que existia a investigação. Eles vinham trazer os prefeitos, tirar foto, encaminhar ao FNDE. A investigação é sigilosa", completou. 

 

Apesar da divulgação de áudios de Milton Ribeiro, o próprio presidente Jair Bolsonaro (PL) entrou em contato com o ministro. "Não vejo nada demais o que o senhor falou no áudio. Foi o que o presidente disse. Eu respeito demais o presidente, ele conhece meu caráter. Ele falou que eu permaneço, de acordo com sua confiança. O cargo de ministro é da confiança do presidente, se ele quiser e quando quiser pode pedir o cargo. Me sinto honrado", disse.

 

"Recebi para que pudessem expor os pleitos. Os assuntos eram de natureza técnica. Os técnicos também conversavam com os prefeitos, que geralmente eram do norte do país. A gente pode escutar no áudio. A prioridade que eu coloco era atender os municípios que mais precisam. O outro ponto é que uma vez atendidos, a palavra que faço referência ao Gilmar, eu faço referência ao presidente que pediu para eu receber, é uma cortesia que faço a vários parlamentares. Digo que ele que manda aqui, mas na verdade, tecnicamente, não tenho legitimidade para indicar nada. Os critérios de atendimento no MEC são técnicos. Não posso dar um ônibus se o município não preencher os critérios", revelou. 

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