JUSTIÇA BAIANA SOB INSPEÇÃO
Por (Daniel Pinto)

“Há algum tempo, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) está com o Poder Judiciário da Bahia na alça da mira. Agora adotou uma medida drástica, diante da morosidade dos juízes que acumulam processos conclusos para sentença e não agem, deixando-os adormecer nos cartórios”. Abertura da coluna de Samuel Celestino no “A Tarde” de hoje, onde ele se refere à inspeção no TJ-BA a ser realizada pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp (ver nota). Em seguida, Celestino mostra números oficiais que comprovam a inércia da Justiça baiana. “A portaria do CNJ foi elaborada de forma dura, em termos quase de denúncia. No primeiro, as estatísticas da Justiça Aberta indicam que o Poder Judiciário da Bahia enfrenta grandes atrasos, com um total de 40.950 processos conclusos aguardando prolação de sentença, há mais de 100 dias (...) Já no segundo, o CNJ aprofunda o seu descontentamento ao denunciar a existência de outros 39.289 processos conclusos, aguardando ato judicial diverso de sentença, também há mais de 100 dias”. Por fim, o âncora do “Bahia Notícias” confessa um anseio de outrora e revela uma piada recorrente nos bastidores. “Enfim, trata-se de uma medida que de há muito se esperava, diante da morosidade da Justiça. Costuma-se dizer nos bastidores da Justiça baiana, por exemplo, a título de ironia, que ‘quem trabalha na sexta (feira) é besta’. A ausência de ação de muitos magistrados acaba por prejudicar a cidadania e a sociedade de maneira geral”.