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Rompimento do PP não se assemelha com saída do MDB da base de Wagner, avalia pesquisador

Rompimento do PP não se assemelha com saída do MDB da base de Wagner, avalia pesquisador
Foto: Reprodução / YouTube

Para o cientista político Paulo Fábio Dantas, a cisão no grupo político do governador Rui Costa (PT), marcada pela saída do Progressistas, não se assemelha em nada com a retirada do MDB da base do ex-governador Jaques Wagner, em 2010. Entrevistado pelo Isso é Bahia nesta quarta-feira (16), o estudioso disse ver os dois acontecimentos como fatores de processos distintos.

 

"O PT era poder no país. Era governo Lula e ele tinha altíssima popularidade. Então a capacidade que tinha o grupo governista de assimilar uma fissura naquele momento era muito grande, tanto que foi buscar o hoje senador Otto Alencar, que estava aposentado da política, para herdar todo aquele trabalho que tinha sido feito em favor do MDB", observou.

 

De acordo com ele, que é professor da Universidade Federal da Bahia (UFBA), a ruptura dos emedebistas aconteceu antes mesmo da formalização da saída, dois anos antes, durante as eleições municipais. Na época, o principal cacique da sigla, Geddel Vieira Lima, teria feito articulações em próprias.

 

"A grande diferença é na estratégia. Naquele momento, o grupo liderado pelo PT estava focado, fundamentalmente, na eleição do governo do estado. E tudo indica, pelos últimos acontecimentos, que a eleição estadual [deste ano] não é prioridade para o PT", declarou Dantas.

 

Ele avaliou a Bahia como um estado importante para o partido nacionalmente e previu um acirramento da disputa entre PSD e PP na briga por vagas no Congresso, devido a presença considerável de prefeitos de ambos os partidos em prefeituras baianas.

 

Segundo Dantas, dois pontos são caros ao cenário estadual: a influência do pleito federal e um descompasso entre as intenções de voto até agora, que colocam ACM Neto na dianteira.