Senador critica federação PSDB-Cidadania: 'Coligação seria suficiente'
O Cidadania aprovou uma federação do partido com o PSDB em fevereiro, durante reunião da executiva nacional. O resultado, no entanto, não é unanimidade dentro da legenda, que conta com alas contrárias a uma federação ou preferiam que outra siglas fosse escolhida.
Um dos membros que se opôs ao acordo, o senador Alessandro Vieira, de Sergipe, afirmou ao Metrópoles, parceiro do Bahia Notícias, ter preocupação com os moldes de como ocorrerá a junção dos dois para as eleições deste ano.
O congressista avaliou que, caso confirmada, a federação poderá ser prejudicial para os dois partidos. “É preciso separar o projeto de Brasil do projeto do partido. Se o objetivo do partido é ter acesso a recursos públicos, estabilidade de comando, uma vasta bancada, a federação atinge esses objetivos. Mas o projeto de Brasil passa por outras coisas”, disse.
Para Vieira, a federação partidária entre as legendas pode acabar sendo “um passo maior que a perna”. “Acredito que uma coligação partidária já seria suficiente, a fusão seria suficiente. Atuação de federação sem regras fica muito esquisito e pode ser muito prejudicial”, criticou o senador.
“Sou contra o instituto da federação no formato como estamos fazendo, sem ter regras claras, com um vínculo verticalizado. Não tenho preocupação com a minha situação específica porque ela não se altera tanto. Sempre estarei em boas condições”, completou.
Mesmo descontente com o resultado, Vieira defende que a votação para decidir se a legenda apoiará ou não a federação com os tucanos ocorreu de maneira democrática.
O PSDB não foi o único partido que esteve no radar do Cidadania para uma eventual federação. PDT e Podemos também estiveram próximos de se juntarem à sigla que hoje é presidida por Roberto Freire.
