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Quinta, 24 de Fevereiro de 2022 - 22:44

Encontro sela acordo para Otto e Rui candidatos, mas anúncio será após Carnaval

por Fernando Duarte

Encontro sela acordo para Otto e Rui candidatos, mas anúncio será após Carnaval
Foto: Reprodução / Instagram / @ottoalencar

Um encontro entre o governador Rui Costa (PT) e os senadores Jaques Wagner (PT), Otto Alencar e Angelo Coronel, ambos do PSD, selou o entendimento para a disputa majoritária de 2022 por esse grupo político. Conforme sinalizações prévias dadas ao Bahia Notícias, Rui decidiu ser candidato ao Senado e provocou uma rearrumação das forças, ocasionando a substituição de Wagner por Otto na disputa pelo governo da Bahia (veja aqui). A reunião aconteceu na noite desta quinta-feira (24) no Palácio de Ondina e sacramentou o acordo já vocalizado às bases de PT e PSD, dois dos principais envolvidos na costura.

 

A definição, entretanto, deve ser negada pelos presentes até que Otto converse com todos os partidos que atualmente compõem a base aliada de Rui - o senador, que era candidato à reeleição, espera que se construa uma unidade do grupo antes de ser formalmente apresentado na condição de candidato à sucessão de Rui. Esse seria, inclusive, um dos pontos mais delicados, já que Otto permaneceu reticente em "ir para o sacrifício" em uma disputa que promete ser acirrada.

 

A estratégia coincide com o tempo para o retorno do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está com agenda no México nos próximos dias e volta às atividades político-partidárias após o Carnaval. Há um acordo para que o anúncio seja feito com pompas, na presença de Lula na Bahia. A data ainda não está definida. 

 

O ex-presidente acompanhou as negociações e não apenas deu o aval para o acordo como "puxou" Wagner para atuar na coordenação de campanha dele à presidência da República. Agora, Lula deve entrar no circuito para reabrir o diálogo com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que chegou a tratar uma virtual candidatura de Otto ao governo como "punição".

 

VICE 
A vaga de vice-governador na chapa é a única indefinição. O PP, que vai herdar um mandato tampão de 9 meses com João Leão, teria a preferência na composição e nomes como Ronaldo Carletto e Roberto Muniz estariam entre os mais cotados na bolsa de apostas. Na cúpula das decisões, essa reserva estaria pacificada, porém o desenrolar das negociações envolvendo a executiva nacional da legenda pode ser uma pedra no sapato.

 

O presidente licenciado da sigla, ministro Ciro Nogueira, ainda estaria tentando costurar uma adesão de Leão e companhia ao projeto político de ACM Neto. Tal posicionamento deixou partidos mais à esquerda reticentes, o que explica o esforço desse agrupamento para manter Wagner como candidato ao governo e Rui no posto de governador até 31 de dezembro. 

 

Contudo, o tema já teria tido o aval das principais lideranças envolvidas nas conversas, que agora tentarão convencer os aliados de que não haverá entraves para a configuração da chapa proposta.

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