Vasconcelos lamenta rejeição das emendas do SOS Cultura: 'Insensibilidade da prefeitura'
Por Bruno Leite / Lula Bonfim
O vereador Augusto Vasconcelos (PCdoB) lamentou a rejeição em massa das 18 emendas propostas pela oposição no projeto do SOS Cultura II, que garante um auxílio emergencial para trabalhadores da Cultura e do setor de Eventos de Salvador. A lei foi aprovada na tarde desta terça-feira (22), excluindo catadores, fiscais e ambulantes da lista de beneficiários (saiba mais aqui).
“Isso revela insensibilidade por parte da prefeitura, que insiste em deixar de fora centenas e até milhares de pessoas que trabalham efetivamente no carnaval e nas lavagens. Eu acredito que, até de maneira administrativa, seria possível a prefeitura corrigir isso, através dos cadastros da Saltur, da Fundação Gregório de Mattos e da Secretaria de Cultura”, disse Vasconcelos, em entrevista ao Bahia Notícias.
O parlamentar de oposição também criticou a forma como o projeto foi aprovado, o que considerou como um “atropelo” do regimento interno da Câmara Municipal de Salvador. Para ele, faltou discussão entre os vereadores sobre o projeto e as possíveis emendas.
“Nós precisamos que haja um respeito efetivo ao regimento interno da casa. É urgente mesmo o projeto do SOS Cultura, tendo em vista que as pessoas estão passando fome e precisam receber esse benefício, mas não podemos fazer as coisas de maneira atropelada. Precisamos assegurar que haja um debate, discussão e oportunidade de diálogo entre os vereadores sobre as diversas emendas. Infelizmente, isso não aconteceu, mas vamos seguir insistindo para que os ritos e os regimentos sejam cumpridos”, finalizou.
