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Com mercado em baixa, empresários buscam alternativas para atrair consumidor de carros

Por Vitor Castro

Com mercado em baixa, empresários buscam alternativas para atrair consumidor de carros
Foto: Priscila Melo / Bahia Notícias

Um levantamento recente feito pela Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revelou que, em janeiro deste ano, foi registrada uma queda de 38,5% na venda de veículos em comparação a dezembro do ano passado. É diante deste cenário que empresários do mercado de autos têm de se adaptar para atrair o consumidor. A aposta do grupo Sanave, que conta com dez lojas em toda Bahia, foi garantir estoque em meio a longas filas para adquirir veículos e focar no pós vendas. 

 

O diretor do grupo, Chico Pinto, conta que a realidade demonstrada pelo levantamento da  Anfavea também foi sentida por eles, mas a alternativa foi buscar agradar o cliente com o estoque. O que não era possível há poucos meses com a falta de peças e insumos necessários para a produção dos veículos. “Foi o pior mês de janeiro. Tivemos uma queda em torno de 60% nas vendas. Mas o mercado deu uma virada de chave muito rápida. Para se ter uma ideia, hoje temos todos os produtos disponíveis à pronta entrega. Coisa que você não tinha há 30, 40 dias atrás.  Vários modelos estavam em falta. Levava-se de 90 a 120 dias para conseguir”, contou.

 

De acordo com Chico, que está à frente do grupo que reúne revendas da Volkswagen, Renault, Audi e Toyota em Salvador, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras e Bom Jesus da Lapa, a espera prolongada pelo bem resultava em algumas desistências por parte do consumidor. “Era uma reclamação muito grande. Muitos consumidores queriam o produto, mas não havia previsão de entrega. Isso se deu por uma falta muito grande de componentes e uma série de coisas. O que aconteceu com a pandemia foi que muitos fornecedores, principalmente de peças, fecharam as portas. Isso comprometeu muito a linha de produção”, explicou.

 

Ele conta que a realidade trazida pela pandemia da Covid-19 resultou em uma mudança no perfil do consumidor. Se antes a busca pelos automóveis estava focada em um bem mais simples, agora, a tecnologia esperada pelo público mais jovem tem chamado atenção. “Este público já vem totalmente diferente do perfil tradicional. Ele cobra muito a tecnologia, por exemplo. Isso é bom para o seguimento. Fica o aprendizado muito grande diante desta mudança de comportamento e exigência do consumidor”, pontuou.

 

Foi pensando em cativar o cliente em meio a realidade pouco animadora do mercado, que o grupo focou no pós vendas. “Se o cliente tem uma garantia de pós venda de bom atendimento e qualidade do serviço realizando, quando ele for trocar o carro ele continua na marca. Nosso grupo tem uma nota média de 4,8 estrelas de um total de cinco”, exemplificou.  

 

Ainda nesta linha, o empresário conta que um perfil foi criado nas redes sociais para, além de manter o vínculo com o consumidor, orientar os mais jovens na relação de cuidado com o bem. “São dicas de como economizar gasolina, fazer revisão, cuidados com a embreagem e uma série de outras coisas. Esse tem sido um diferencial grande para os clientes. Todos os dias posto dicas sobre o ramo de automóveis no  @chicopinto.gruposanave e o retorno tem sido muito positivo”, comemorou.