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Quarta, 16 de Fevereiro de 2022 - 16:20

Bruno Reis admite que sistema de transporte é deficitário e que tarifa 'não remunera'

por Felipe Dourado, de Brasília / Bruno Leite

Bruno Reis admite que sistema de transporte é deficitário e que tarifa 'não remunera'
Foto: Felipe Dourado / Bahia Notícias

O prefeito Bruno Reis (UB) foi a Brasília nesta quarta-feira (16) defender a aprovação do Programa Nacional de Assistência à Mobilidade dos Idosos em Áreas Urbanas (PNAMI), que está sendo apreciado no Congresso e promete a concessão de subsídios para os sistemas de transporte de municípios brasileiros. 

 

Ao Bahia Notícias, o prefeito admitiu que o sistema soteropolitano é deficitário e que o valor cobrado nas catracas não sustenta toda a estrutura que está em funcionamento. 

 

"A expectativa é que possamos ter R$ 64 milhões. Isso corresponde a 9% do faturamento do nosso sistema anualmente, fazendo com que a gente pudesse fazer uma negociação com as outras emrpesas que operam", argumentou Reis, alegando que a medida pode fazer com que a gestão não reajuste a passagem dos coletivos este ano. 

 

Segundo ele, a gestão da capital baiana está "refém" dos contratos de concessões, que têm "regras pré-definidas para o cálculo do reajuste da tarifa". "Se fôssemos seguir estas regras, o reajuste passa de 15%, percentual que a população não tem a mínima condição de pagar", defendeu. 

 

A prefeitura de Salvador, bem como os governos mobilizados pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), garantiu que, caso a matéria seja aprovada pelo Congresso e sancionada pelo governo federal, a majoração anual não seja aplicada. Idosos e pessoas com deficiência também seriam beneficiados com uma ampliação da gratuidade.

 

Bruno Reis comentou sobre a decisão do Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA), que recomendou ao município de Salvador e às empresas que toda a frota de ônibus seja disponibilizada aos usuários nos horários de pico. De acordo com ele, a sugestão já está sendo seguida, mas o "sistema é deficitário" e que a "tarifa não remunera mais".

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