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Casarão da Diversidade atende mais de 70 pessoas que buscaram retificação de nome

Casarão da Diversidade atende mais de 70 pessoas que buscaram retificação de nome
Foto: Divulgação / SJDHDS

O Casarão da Diversidade, no Pelourinho, atendeu mais de 70 pessoas trans, travestis e não binárias no mutirão realizado nesta sexta-feira (28) através do projeto "Respeite Meu Nome". 

 

O mutirão, que acontece no mês da Visibilidade Trans, foi promovido pelo Coletivo Mães do Arco-íris e pelo Coletivo De Transs pra Frente, em parceria com a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social da Bahia (SJDHDS). Na iniciativa, todos os custos com a retificação da certidão de nascimento, incluindo as taxas de cartório, estão sendo cobertos pelo projeto. O coordenador de políticas LGBT da SJDHDS, Kaio Macedo, destaca a importância de ações como essa.

 

"Ações no mês da visibilidade trans potencializam um debate necessário sobre a importância de políticas públicas que visam garantir o direito à vida e à promoção de cidadania para travestis e transexuais. A adequação de nome e gênero é um direito básico, mas não é gratuito, e muitas pessoas trans não têm condições de arcar com os custos, assim, torna-se importante o papel da rede de proteção e serviços oferecidos pelo poder público e pela sociedade civil", explicou.

 

Para ter acesso ao evento foi necessária a apresentação do certificado de comprovação de vacinação, e os interessados apresentaram seus documentos pessoais para a realização dos procedimentos.

 

"Mudar o nosso nome nos documentos é algo fundamental para garantir a nossa cidadania, para que nós possamos ser respeitadas e não sofrer constrangimentos", declarou Maria Estrela Felipa, mulher trans que iniciou o processo de retificação de prenome na oportunidade.

 

Cristiane Sarmento, coordenadora do Coletivo Mães do Arco-íris, enfatizou sobre a necessidade de garantir o direito de retificação do prenome para pessoas transexuais e travestis. "Nós fizemos uma ampla divulgação, pois retificar o nome é um direito básico que toda pessoa trans e travesti sonha e deseja ter nos seus documentos", afirmou Cristiane.

 

A ação ainda contou com a participação do Grupo de Apoio à Prevenção à AIDS da Bahia (GAPA), que fez testagem rápida para HIV, entrega de preservativos, orientação sobre PEP e PrEP, distribuição de material informativo e aconselhamento para rede de atenção à saúde. 

 

Além disso, a Coordenação de Políticas LGBT da SJDHDS também esteve presente prestando acolhimento, atendimento jurídico, psicossocial e realizando demandas da área de assistência social. O Projeto Prepara Salvador também esteve presente no evento.