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Prefeitura considera taxa de ocupação como gatilho para abrir novos leitos em Salvador

Por Bruno Leite

Prefeitura considera taxa de ocupação como gatilho para abrir novos leitos em Salvador
Foto: Otávio dos Santos / Secom PMS

Apesar da alta no número de pessoas diagnosticadas com a Covid-19 durante as últimas semanas, a taxa de infecção não é considerada como um critério para a abertura de novos leitos exclusivos para tratamento da doença pela prefeitura de Salvador. Para além disso, a gestão diz levar em conta um outro dado: o de internações causadas em decorrência de síndrome respiratória.

 

Isso é o que explica o subsecretário de Saúde da capital, Décio Martins. Segundo ele, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) observa o cenário e as suas particularidades. "Nesse momento, o fator RT - que é o de transmissibilidade - está em 1.55, mas não estamos tendo, até o momento, um número significativo de internações", frisou.

 

Conforme afirma Martins, atualmente, 72% dos 125 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) destinados para Covid-19 estão ocupados - 40 deles no Hospital Sagrada Família, na Cidade Baixa, que reabriu recentemente com sua capacidade máxima. 

 

"Conversava hoje com a secretária estadual de Saúde, Tereza Paim, e eles vão ampliar o funcionamento do Hospital Espanhol nos próximos dias", anunciou o subsecretário ao Bahia Notícias, afirmando que trinta novos leitos serão abertos pelo estado no hospital.

 

Décio Martins justificou a decisão de utilizar a ocupação como "gatilho" para a ativação de leitos. Para ele, o momento não é de agravamento: "Isso por conta da vacina e porque a ômicron, que possivelmente é a variante que está predominando, não é agressiva como as demais".

 

A mobilização de mais vagas na rede municipal para tratamento da Covid-19, tanto em leitos clínicos quanto de UTI, é algo ensaiado pela gestão em caso de necessidade. 

 

Hoje, acrescenta Martins, a principal preocupação da SMS é o cumprimento do esquema vacinal pela população - o que inclui a aplicação da terceira dose. Cerca de 13% dos soteropolitanos habilitados não completaram o esquema vacinal. Deste universo, pouco mais de 612 mil aptos receberam a dose de reforço (3ª) em seus braços.