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Alta no setor de transporte torna inflação da RMS a segunda maior do país

Alta no setor de transporte torna inflação da RMS a segunda maior do país
Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, calculado pelo IBGE, ficou em 1,42% na Região Metropolitana de Salvador (RMS), o segundo maior do país. O índice teve a terceira aceleração seguida, aumentando mais do que no mês anterior (havia sido de 0,70% em agosto, 1,11% em setembro e 1,22% em outubro).

 

Foi ainda a maior inflação para um novembro em 19 anos - desde 2002, quando havia ficado em 3,21%. Considerando todos os meses do ano, foi o IPCA mais alto desde janeiro de 2016 (1,69%). Nacionalmente, a Região Metropolitana de Salvador também teve destaque, ficando com a 2ª inflação mais elevada dentre as 16 áreas pesquisadas separadamente pelo IBGE – menor apenas do que a verificada no município de Campo Grande/MS (1,47%).

 

No Brasil como um todo, o IPCA desacelerou em novembro, para 0,95%. Ainda assim, foi a maior inflação para o mês desde 2015. Dentre as 16 áreas, apenas a RM Belém/PA teve leve deflação (-0,03%).

 

Com o resultado do mês, o IPCA na RM Salvador já tem alta de 9,64% no acumulado de janeiro a novembro de 2021. Ultrapassou o índice nacional (9,26%) e se mantém como o maior acumulado para um ano desde 2015, quando havia fechado dezembro com uma alta de 9,86%.

 

Nos 12 meses encerrados em novembro, a inflação na RMS também seguiu acelerando e ficou em 10,65%, frente a 10,38% até outubro. No Brasil como um todo, o IPCA acumula alta de 10,74% nos 12 meses encerrados em novembro, com 14 das 16 áreas apresentando inflação igual ou maior que 10,00%.

 

O quadro a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, acumulados no ano e nos 12 meses encerrados em novembro de 2021.

 

Em novembro, a inflação oficial na Região Metropolitana de Salvador (1,42%) foi resultado de aumentos nos preços médios de 7 dos 9 grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA. Apenas saúde e cuidados pessoais (-0,35%) e educação (-0,03%) apresentaram variações negativas dos preços no mês.

 

Conforme mostra a pesquisa, o grupo transportes (4,15%) foi mais uma vez a principal pressão de alta no custo de vida dos moradores da RMS, registrando, em novembro, o maior aumento mensal em 19 anos, desde novembro de 2002, quando a alta havia sido de 4,58%.

 

Foi fortemente puxado pelos combustíveis (10,93%), com contribuição mais importante da gasolina (10,80%), cujo aumento médio registrado na RMS, em novembro, foi o maior do país. Foi a 7ª alta seguida dos preços da gasolina, na RMS, e o aumento em 2021 já chega a 51,32%, segundo maior acumulado dentre as centenas de itens investigados para compor o índice de inflação.

 

No ano, o aumento da gasolina na RMS só perde para o do etanol (62,00%), que também teve alta expressiva em novembro (14,50%).