Empresas de transporte público alertam Congresso sobre possíveis paralisações
Representantes das empresas de transporte público estiveram no Congresso na terça-feira (23) para pedir apoio ao marco legal e alertar sobre a crise no setor que pode gerar paralisações, aumento da tarifa e de falências em 2022.
As associações estimam que o rombo causado pela queda no número de passageiros e a escalada dos custos, em especial dos combustíveis, é de R$ 21 bilhões."A situação é muito delicada, mas também é um momento bom porque estamos no fundo do poço e é necessária alguma ação", disse para a coluna Painel do jornal Folha de S. Paulo, Otávio Cunha, presidente da Associação Nacional das Empresas de Transporte Urbano.
Segundo ele, desde 2020, 21 empresas suspenderam as atividades, outras 15 entraram em recuperação judicial e 7 contratos com o poder público foram suspensos. Em Salvador, por exemplo, a prefeitura assumiu um consórcio que operava o transporte de passageiros.
Na reunião 81ª Reunião Geral da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), realizada entre esta quinta (25) e sexta-feira (16), o principal tema a ser debatido na avaliação do prefeito de Salvador Bruno Reis (DEM/UB), será justamente o transporte público. Segundo ele, a situação do setor, é "um dos maiores desafios das médias e grandes cidades do país" (veja aqui).
