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Perfil expõe novos casos de racismo, misoginia e homofobia no Sartre

Perfil expõe novos casos de racismo, misoginia e homofobia no Sartre
Foto: Reprodução/Instagram

Novos relatos sobre agressões e episódios racistas ocorridos colégio SEB Sartre vieram à tona nesta semana. Denúncias anônimas de alunos e ex-alunos vêm sendo divulgadas em um perfil no Instagram chamado “Jean Paul Arrependido”. Nesses relatos, as vítimas afirmam terem sido vítimas de racismo, homofobia e assédio dentro da escola por parte de colegas e até por funcionários.

 

Na semana passada pais e estudantes da unidade Itaigara da escola acusaram a instituição de ensino de omissão por não punir alunos que trocaram mensagens racistas nas redes sociais. Conversas que vazaram mostravam diálogos de cunho racista e de ódio à comunidade negra, de ao menos sete estudantes do 1º ano.  “Pretos morram”; “Pode macaco no gp?”; “Baniram piada de negros porém não sabem que os negros já são a piada” são alguns dos trechos (leia mais aqui).

 

Os relatos são enviados através da plataforma Google Forms. No texto de apresentação os responsáveis pelo perfil se colocam como ex-alunos submetidos a situações “humilhantes, racistas, misóginas, machistas, lgbtfóbicas e psicofóbicas” sem acolhimento ou “escuta qualificada” na instituição onde passavam a maior parte dos dias.

 

“Diante do recente caso de racismo noticiado nos meios de comunicação, decidimos nos articular para colher relatos que evidenciam que comportamentos como aquele não são casos isolados na tal instituição, e sim produtos da carência de medidas institucionais voltadas para promoção de um ambiente respeitoso e saudável para todos os estudantes”, diz o texto de apresentação na página do Google Forms.

 

O perfil fez a primeira publicação há uma semana e às 10h desta quinta-feira (18) a página no Instagram somava 106 publicações. À reportagem do Correio, a pessoa responsável pela página afirmou ter recebido 180 relatos de abusos até a quarta-feira (17).

 

Os relatos trazidos nas publicações passam por racismo, gordofobia, constrangimento de bolsistas, misoginia e outros.

 

 

O QUE DIZ A ESCOLA:

Em nota, o Sartre - Escola SEB disse acompanhar com preocupação a criação do perfil, em que são descritas supostas situações vivenciadas no ambiente escolar. "Em razão disso, a instituição está disponibilizando a Ouvidoria SEB e casos que tenham ocorrido na unidade devem ser encaminhados ao e-mail [email protected] para que as apurações internas e encaminhamentos sejam realizados".

 

"O Sartre - Escola SEB é uma instituição de ensino comprometida com uma educação humanística, inclusiva, pautada na diversidade e reconhecida há mais de 50 anos como referência em nossa cidade e repudia veementemente ações racistas, desrespeitosas ou por discriminação por orientação religiosa ou sexual a seus alunos ou a qualquer outro membro da comunidade escolar", diz o texto.

 

Por fim, a nota afirma que a direção da escola está aberta a receber qualquer denúncia e compromete-se a apurar os fatos e tomar as medidas necessárias.