Embaixador deixará Guiné-Bissau após denúncias apontarem racismo de esposa
O embaixador do Brasil na Guiné-Bissau, Fábio Franco, deixará o posto após uma investigação do Itamaraty apontar que sua mulher interferia nas atividades da representação diplomática, mesmo sem ter vínculo formal com o Ministério das Relações Exteriores.
As informações são da Folha de S.Paulo. De acordo com a publicação, Shirley Carvalhêdo Franco tinha ingerência na embaixada e chegou a ocupar uma sala no local. Conforme entrevistados pela Folha, ela praticava assédio moral e proferia ofensas racistas contra guineenses que trabalham para a missão.
Shirley teria chamado os guineenses de "macacos" e afirmado que "só servem para fazer sexo, não para trabalhar". Uma das servidoras afirmou que ela teria impedido o marido de buscar substitutos para dois postos de ministras, após as titulares pedirem para serem removidas, e outros dois de nível superior que ficaram vagos.
A mulher teria dito que ela mesmo iria assessorar Franco e "moralizar" o órgão. Após denúncias, o Itamaraty instaurou uma investigação que resultou na assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) por parte de Fábio Franco.
No TAC, segundo a Folha, o embaixador declarou ""reconhecer a inadequação da sua conduta" e se comprometeu a cumprir deveres e proibições previstos em lei para servidores. Ele retornará ao Brasil dois anos antes do previsto e o caso será encerrado.
Questionados pela Folha, Fábio e Shirley Franco não se posicionaram.
