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Comissão de Educação da Câmara diz que vai acompanhar caso de racismo no Sartre

Comissão de Educação da Câmara diz que vai acompanhar caso de racismo no Sartre
Foto: Reprodução

A Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador irá acompanhar o episódio de racismo envolvendo alunos do colégio Sartre, que veio a público nesta quarta-feira (10). A afirmação é da presidente da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Salvador, Cris Correia (PSDB).

 

“Li com sentimento de indignação a postura da instituição de ensino, que, a princípio, nada fez para punir os estudantes envolvidos no caso de racismo.  Foi necessário o caso ganhar repercussão midiática para que o colégio tomasse a atitude de afastar os alunos”, afirma a edil. Cris disse ainda que espera que os estudantes aprendam de forma pedagógica ou sofram sanções administrativas ou socioeducativas pela prática. 

 

O caso que a vereadora se refere aconteceu em aplicativos de troca de mensagem. Pelo menos sete estudantes da escola particular mantiveram diálogos odiosos contra a comunidade negra.  “Pretos morram”; “Pode macaco no gp?”; “Baniram piada de negros porém não sabem que os negros já são a piada” são alguns dos trechos.

 

Um corpo de alunos entregou à coordenação do colégio um documento destacando a Lei 7.716, de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça e cor no território brasileiro.

 

“Não toleramos nenhuma forma de discriminação étnica, seja ela realizada no ambiente presencial ou virtual, em nossa vivência e queremos evidenciar que diversos alunos negros e pardos sentiram-se psicologicamente lesados pelos atos”, diz o documento. E segue: “Embora não se tratem de fragmentos que citem ou utilizem o nome da instituição, as mensagens foram disseminadas por alunos comprometidos com os padrões éticos e normas de convivência estabelecidos pelo instituto em questão; sendo assim, põe-se em risco a própria imagem e reputação da rede Sartre”.

 

O grupo que escreveu à coordenação defende que a escola tome medidas mais duras contra os agressores e não descarta levar o caso à Justiça.