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Guedes aponta para 'barulho' como dificuldade em ajustar 'teto de gastos' para auxílio
Foto: Reprodução / TV Brasil

O ministro da economia Paulo Guedes apontou para um "barulho" que estaria sendo feito durante o ajuste do governo federal para conseguir resolver a distribuição dos valores para o benefício do Auxílio Brasil. Em coletiva nesta sexta-feira (22), ao lado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Guedes reafirmou o respeito ao teto de gastos. 

 

"Digo sempre que qualquer notícia tem informação e tem barulho. Tivemos muito barulho. Quero dar um esclarecimento: tínhamos um plano de fazer dentro do teto, o Bolsa Família, que era R$ 300. E dentro do imposto de renda seria a fonte. Quando chegou um meteóro e de repente um outro poder, independente, pediu para pagar gastos. O presidente pediu uma posição. Elaboramos com Lira, executivo, e preparamos uma PEC do precatórios. Todos recebem seu dinheiro, agora, os maiores, bancos, advogados, desenhamos uma PEC transformadora [dos precatórios]", comentou. 

 

Guedes apontou que o governo trabalhou para que a PEC conseguisse a custear o benefício."Como o imposto de renda não avançou no Senado, perdemos a fonte. O presidente chamou atenção da equipe toda. Para um programa temporário. Não podemos deixar os mais frágeis desprovidos. Vamos ampliar a base e o valor. É quase 100% de aumento, estendendo um olhar para os mais frágeis e desprotegidos. Quando eu estava lá fora, onde nós estamos muito bem avaliados, estão vendo um avanço, vacinou 90% da população, quando o Brasil tem tudo para retomar, naturalmente a política começa a sacudir", disse.

 

"Começa a barulheira é saber pesar, com um auxílio. Entre a austeridade financeira e o apoio. Como não há uma fonte permanente, pois só cabe até R$ 300, o governo não pode ficar parado, nós vamos ter que gastar um pouco mais. Construímos isso juntos. Nossos secretários pediram para sair é natural. A ala política disse que precisa gastar um pouco mais, é isso que está sendo discutido. O teto é um símbolo de austeridade, mas não iremos deixar ninguém passar fome. Vamos ajudar essas famílias e reduzir o ritmo do ajuste fiscal. O déficit ao invés de ser zerado ano que vem, que seja um déficit de 1%. É um equilíbrio difícil, pediria muito que fosse aprovada a PEC do precatório. Aconteceu o inesperado", finalizou.

 

Guedes ainda revelou também que irá nomear o economista Esteves Colnago para o cargo de secretário de Tesouro e Orçamento, que era ocupado por Bruno Funchal, quando pediu o desligamento após os ajustes feitos pelo governo. 

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