Em meio a polêmicas e acusações, eleição da CRO-BA promete disputa acirrada
Por Anderson Ramos
As eleições para definir a diretoria que vai comandar o Conselho Regional de Odontologia da Bahia (CRO-BA) no biênio 2022-2023 acontece em meio a polêmicas e acusações entre as duas chapas que estão na disputa.
O modelo de votação adotado gerou controvérsias entre a categoria. Com o encerramento previsto para a próxima sexta-feira (1º), o pleito está sendo realizado desde o dia 2 de setembro por correspondência e através do voto impresso presencial em Salvador, Feira de Santana, Lauro de Freitas, Itabuna, Ilhéus, Vitória da Conquista e Barreiras.
A Chapa 2, encabeçada por Paulo Henrique Silva, acusa o atual presidente e candidato a reeleição, Marcel Arriaga, de fraude no processo eleitoral. “É um retrocesso total. O presidente foi eleito por voto online. Até o dia de hoje, só foram registrados cerca de 50 votos do interior do estado, de um contingente de aproximadamente 7 mil votantes. Ele matou o processo eleitoral e matou a legitimidade do processo impedindo que colegas do interior votassem”, critica Paulo Henrique.
Em sua defesa, Arriaga diz que o pleito anterior gerou inúmeros problemas, o que impossibilitou o voto de boa parte dos profissionais. “Só ele está gerando polêmica, os dentistas não estão. Pela primeira vez teremos urnas no interior do estado. É o momento da democracia na odontologia”, disse o atual presidente.
“O voto por correspondência é lei, ele sempre existiu e sempre vai existir, mesmo com a votação on-line. A última eleição aconteceu de forma eletrônica, mas a gente não conseguiu fazer plenamente. Tivemos vários problemas com a distribuição de senhas. Não é um sistema que está rodando perfeitamente aqui na Bahia”, justificou.
Além da forma de votação, nos últimas dias a disputa esquentou ainda mais com uma acusação contra Paulo Henrique. Segundo a denúncia, o dentista não exerceu a profissão pelo tempo necessário para concorrer à vaga, e por isso a chapa de situação pediu a impugnação de sua candidatura, que foi acatada pela Comissão Eleitoral da CRO-BA.
“Se exige para ser candidato pelo menos três anos de registro no Conselho. Ele se formou em 2012, mas só tem dois anos e cinco meses registrado. Ele ficou a maior parte do tempo sem registro no Conselho de Odontologia, teve um registro provisório entre 2012 e 2014 e depois veio se registrar agora, em maio de 2021. Então, se ele exerceu a profissão fora desse período, foi de forma ilegal”, atacou Arriaga.
Paulo Henrique conseguiu uma liminar na Justiça reversão da impugnação de sua candidatura. “A justiça foi feita, Foi anulado todo o processo da decisão do plenário. A Justiça demosntra com essa decisão que houve um julgamento injusto, parcial e irregular. Com certeza vamos provar a farsa que está sendo todo esse processo eleitoral, comandado pelo atual presidente”, finalizou.
O votos começarão a ser contados logo após as 18h, horário que está previsto o encerramento do pleito. A expectativa é de que o resultado seja divulgado até a madrugada do sábado (2).
