Alunos e funcionários de curso denunciam golpe: 'Picaretagem pura'
Por Anderson Ramos
Alunos, professores e funcionários do Instituto Profissionalizar relatam terem sido vítimas de um golpe aplicado por Vanessa de Almeida Câmara, proprietária do estabelecimento que tem sedes em Salvador e vários outros municípios do estado.
Alunos, que adquiriram cursos profissionalizantes ofertados pela empresa em busca de qualificação para o mercado trabalho, disseram ao Bahia Notícias, sob a condição de anonimato, que quase não tiveram aulas, mesma tendo feito o pagamento integral de forma antecipada.
“Comprei um pacote, quitei todos os cursos e não estou tendo aula há meses. Me sinto lesada, e não tenho mais esperança de que eles venham a dar continuidade no curso, até porque eu sempre venho entrando em contato com a direção e eles não retornam as minhas perguntas”, disse uma aluna.
“É uma picaretagem pura! Paguei por material que não recebi. Paguei por farda que não recebi”, esbravejou um outro aluno. Além disso, segundo a denúncia, quando os estudantes pedem o cancelamento, são informados sobre uma multa que consta no contrato no valor de R$ 240.
A queixa também se estende ao quadro de funcionários da empresa. Segundo vários deles ouvidos pela reportagem, havia uma promessa de assinaturas das carteiras de trabalho após três meses de serviço, o que nunca foi feito.
Para piorar a situação, o pagamento dos salários atrasa e quando são feitos, acontecem de forma parcelada, e só depois de muita insistência.
“Ela não paga nenhum professor e nem funcionário. Ela sempre dizia que a empresa estava passando por dificuldades que iria pagar. Ficou de parcelar, mas não deu nada. Depois de tudo isso, ainda mandou buscar os nossos direitos”, disse um funcionário.
A denúncia também aponta que até mesmo os locais onde os cursos eram ministrados passaram por problemas. A reportagem entrou em contato com o responsável por um dos espaços locados pela empresária, que afirmou ter encerrado o contrato com ela, mesmo com uma parcela em atraso. Ele disse que tomou a decisão após ter conhecimento das denúncias contra Vanessa.
Em uma rápida consulta em sites de busca, é possível identificar vários processos trabalhistas contra Vanessa na Bahia e também em Pernambuco, onde fica a matriz do Instituto.
A reportagem tentou entrar em contato com cinco números diferentes de Vanessa, mas não conseguiu falar com a empresária em nenhum deles.
