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Cassange/Itaigara: Pesquisa avalia maior e menor risco vulnerabilidade à Covid-19 em SSA

Cassange/Itaigara: Pesquisa avalia maior e menor risco vulnerabilidade à Covid-19 em SSA
Foto: Reprodução/TV Bahia

O bairro Cassange lidera o ranking dos dez com maior vulnerabilidade para Covid-19 em Salvador. Completam a lista, em ordem decrescente, os bairros São Tomé, Alto das Pombas, Nova Esperança, Pero Vaz, Calçada, Fazenda Coutos, Sete de Abril, Santo Antônio e Alto da Terezinha. Dentre os de menor risco, o Itaigara lidera, seguido por Amaralina, Narandiba, Centro, Doron, Resgate, Patamares, Pituba, Cajazeiras II e Caminho das Árvores.

 

Os dados resultam de um levantamento baseado em dados preliminares do novo Índice de Vulnerabilidade Epidêmica (IVE), criado por um grupo de pesquisadores do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) da UFBA, Faculdade de Medicina da UFBA, Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC) e Universidade Estadual da Georgia (Atlanta – Estados Unidos), com apoio da Secretaria Municipal de Saúde de Salvador. O estudo é financiado pelo Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos (CDC Foundation).

 

Para determinar o grau de vulnerabilidade, o índice avaliou os bairros sob aspectos sociais, demográficos e epidemiológicos como, por exemplo, analfabetismo, raça, acesso à rede de distribuição de água, coleta de lixo, número de pessoas por domicílio e taxa geral de mortalidade da população.

 

A análise é realizada através do cruzamento de dados extraídos do Censo 2010 – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Internações Hospitalares (SIH-SUS), Sistema de Agravos e Notificação (SINAN) e do Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde.

 

Foram analisados os fatores de risco de 155 bairros da capital baiana. No geral, a pontuação do Índice de Vulnerabilidade Epidêmica (IVE) tem um intervalo de 0,042 a 0,420 pontos. Quanto maior a pontuação registrada, maior é o risco para as epidemias. 

 

Segundo o levantamento, a maioria dos bairros da capital baiana apresenta heterogeneidade para vulnerabilidade epidêmica, com riscos que variam de intermediário a alto. As áreas com maiores fatores de risco são marcadas pela falta de infraestrutura e habitação precária, com predomínio de população negra e pobre.

 

Por outro lado, os riscos diminuem nas chamadas “regiões da orla”, onde há maior concentração de pessoas brancas, de alta e média renda, que recebem mais investimentos públicos e possuem melhor infraestrutura urbana e acesso a serviços.