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Samuel Jr. defende evangélicos e aciona Brasília para afastamento de baiano da Cultura

Por Mari Leal

Samuel Jr. defende evangélicos e aciona Brasília para afastamento de baiano da Cultura
Foto: Rebeca Menezes/Bahia Notícias

Após o baiano encarregado da Rouanet  dizer que evangélicos são “hereges” e “massa útil” (reveja), o deputado estadual baiano, Samuel Júnior (PDT), acionou a bancada evangélica em Brasília para viabilizar o afastamento imediato do ex-policial militar André Porciúncula do cargo. André é titular da Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura (Sefic).

 

Samuel, que é evangélico e demonstra simpatia com o governo Bolsonaro, disse se sentir triste ao “ver que um governo conservador permite um elemento preconceituoso e raso como esse ocupar um cargo importante, que tenha voz para proferir asneiras como essa”. 

 

“Dizer que somos massa de manobra é o cúmulo da ignorância dos princípios cristãos elencados nas escrituras sagradas e que são seguidos pelos evangélicos. Nós temos facilidade de respeitar as autoridades constituídas. Talvez a sapiência ímpar desse ser desconheça princípios”, disparou o parlamentar.

 

Ao citar o que chama de “especialidade” das igrejas, Samuel destacou: “Tiramos pessoas das trevas e apresentamos a luz”, acrescentando que, no caso do ex-policial, “a pobre alma” poderia ser “retirada das trevas espirituais”, assim como “ das trevas da ignorância”. “Admira-nos um ser asqueroso ocupar uma pasta de abrangência nacional para fomentar a cultura sendo ele o mais leigo e ignorante de todos os brasileiros nessa área”, concluiu. 

 

No documento, encaminhado nominalmente ao deputado Cezinha de Madureira (PSD-SP), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica do Congresso Nacional, o parlamentar baiano pede que seja apurada as declarações do gestor. 

 

“Em se confirmando a veracidade das preconceituosas declarações, pedimos que seja encaminhada ao Exmo. Sr. Presidente da República Jair Messias Bolsonaro o pedido de afastamento do mesmo do cargo que o mesmo ocupa, visto não possuir as mínimas condições para tal”, escreve.