Após reunião com moradores, Plano de Bairros de Itapagipe avança; entenda
O Plano de Bairros de Itapagipe avançou após receber proposições nesta terça-feira (3), durante reunião entre a Fundação Mário Leal Ferreira (FMLF), moradores, associações de bairros, pesquisadores, empresários, comerciantes, organizações e instituições parceiras que atuam no território, situado na Cidade Baixa, em Salvador.
O plano reúne 243 propostas para a região, que foram sistematizadas em seis grandes temas: Projetos Estruturantes, Cultura, Habitação, Meio Ambiente, Saneamento, e Mobilidade e Acessibilidade. O projeto tem como objetivo contribuir para o desenvolvimento sustentável da localidade, alinhado ao Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Salvador (PDDU).
“De forma extremamente participativa e bastante plural construímos um plano de ação. Saímos de um modelo teórico para ações objetivas, diretas e concretas, o que é bom tanto para subsidiar o Município a elaborar políticas públicas, quanto para a sociedade cobrar do poder público a implantação dessas ações”, observou a presidente da FMLF, Tânia Scofield.
“Desde fevereiro de 2020 começamos a produzir o diagnóstico com as primeiras reuniões virtuais, envolvendo diferentes setores da sociedade. A partir de uma escuta atenciosa, somada a visitas técnicas e uma consulta pública, conseguimos consolidar e validar o Plano de Itapagipe”, completou a titular da FMLF.
O Plano de Bairros de Itapagipe agrega 14 bairros: Santa Luzia, Calçada, Mares, Uruguai, Massaranduba, Jardim Cruzeiro/Vila Ruy Barbosa, Caminho de Areia, Roma, Boa Viagem, Monte Serrat, Bonfim, Mangueira, Ribeira e parte de Lobato.
De acordo com dados fornecidos pela prefeitura, vivem aproximadamente 164.264 no território. Entre os objetivos do Plano está a melhoria das condições do habitat nas Zonas Especiais de Interesse Social (Zeis) e o atendimento à demanda de déficit por novas moradias. No segmento cultural, por exemplo, o Plano prevê a proteção dos sítios e monumentos de importância cultural e paisagística, tendo como metas a regulamentação das Áreas de Proteção Cultural e Paisagística (APCP), implantação de novos equipamentos de referência cultural, recuperação do patrimônio histórico construído e conservação das referências do patrimônio fabril.
Para a área ambiental, a proposta é a implantação de áreas de conservação e proteção ambiental com as implantações do Parque Marinho da Cidade Baixa, do Horto Municipal de Salvador, a APRN da Ilha dos Ratos e a melhoria da balneabilidade da Enseada dos Tainheiros.
"Conseguimos traduzir as demandas da sociedade para Itapagipe porque houve, de fato, participação de diversos atores sociais. A construção coletiva é que nos possibilita dialogar com a cidade. O Plano de Bairros da localidade é um marco e poderá ser replicado como modelo de construção coletiva", avalia a diretora de Planejamento da FMLF, Beatriz Cerqueira Lima.
