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Bolsonaro escala Mourão para mediar crise da Igreja Universal em Angola
Bolsonaro e Mourão | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) escalou o vice-presidente Hamilton Mourão para atuar na gestão de uma crise que envolve denúncias sobre a atuação da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola. Bolsonaro colocou o governo como mediador de um problema privado, sem relação institucional com a República. Pesquisas sinalizam o enfraquecimento do eleitorado evangélico do presidente.

 

Ao Estadão, o vice Mourão confirmou que esteve com o presidente de Angola, João Lourenço, na última semana, e que tratou pessoalmente do assunto, atendendo pedido de Bolsonaro.

 

"Por orientação do PR, conversei com o presidente angolano. A diplomacia está buscando uma forma de fazer com que as partes se entendam", disse, ao jornal, em referência ao embate na Universal.

 

O objetivo oficial da viagem, que durou três dias, era a participação em uma reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). Ao Estadão, integrantes da Universal disseram que ainda não há perspectiva de que a crise seja resolvida.

 

Segundo publicação, a crise começou em 2019, quando integrantes da igreja no país africano se rebelaram contra a direção brasileira da Universal e divulgaram manifesto que acusa o comando geral de lavagem de dinheiro, sonegação de impostos e racismo. A Universal é comanda pelo bispo Edir Macedo.

 

Após o episódio, a filial da TV Record no país foi fechada e representantes da greja foram removidos de postos-chave em Angola.

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