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Arany minimiza ausência do povo no 2 de Julho: 'Chama continua viva'

Por Francis Juliano / Fernando Duarte

Arany minimiza ausência do povo no 2 de Julho: 'Chama continua viva'
Foto: Francis Juliano/ Bahia Notícias

A secretária estadual de Cultura, Arany Santana, minimizou a ausência da população no ato de celebração da Independência da Bahia pelo segundo ano consecutivo, na manhã desta sexta-feira (2). Segundo ela, "a chama pela liberdade, pela resiliência, pela resistência do povo baiano continua viva". "O fato de o povo não estar participando desse momento nobre e histórico para a independência do Brasil e que começa na Bahia não significa que essa chama não esteja acesa", reforçou a secretária.

 

Na avaliação de Arany, a data simbólica do Dois de Julho é importante porque reitera "o espírito do povo baiano" em sair do jugo português, já que há quase 200 anos a população comum foi às ruas e "conseguiu dar o grito de liberdade". A Independência da Bahia é considerada o marco para a expulsão dos portugueses do Brasil, após Dom Pedro I declarar o país independente em setembro de 1822. As batalhas baianas aconteceram no ano seguinte e em 2 de julho de 1823 houve o marco para a saída dos colonizadores do território local.

 

A secretária lembrou ainda que o "povo da cultura" nunca foi "tão castigado na sua manifestação", em uma referência à crise da pandemia, que impediu a realização de eventos e projetos. "O povo da cultura popular, quer seja dos palcos, das linguagens artísticas, quer seja do circo ou das manifestações em logradouros, sofreu, porque são artistas da aglomeração e que tem como renda principal a aglomeração, o público. E isso foi tirado por conta de uma pandemia que não é privilégio do Brasil", lembrou Arany. Porém a titular da Cultura na Bahia foi taxativa: "Esse é o povo que resiste. É o povo que grita por democracia e por liberdade".