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Representante de empresa rebate depoente e diz que áudio de Miranda não era sobre vacina

Representante de empresa rebate depoente e diz que áudio de Miranda não era sobre vacina
Imagem: Divulgação

O representante da empresa Davati Medical Supply no Brasil, o empresário Cristiano Alberto Carvalho, negou que o áudio do deputado Luis Miranda (DEM-DF), apresentado pelo policial militar Luiz Paulo Domenguetti, esteja relacionado à aquisição de vacinas. 

 

O PM, que se apresentou como revendedor vacina de Oxford/ AstraZeneca por meio da Davati, depõe na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia nesta quinta-feira (1º). Ao longo da inquirição, ele disse que era procurado por muitas pessoas e que o deputado Luis Miranda havia procurado Carvalho, a fim de intermediar a compra de imunizantes. Ele até apresentou um áudio do parlamentar, que teria sido lhe encaminhado pelo próprio Carvalho na última quinta (24), mas alguns senadores reforçaram não ter compreendido, com certeza, que o conteúdo da mensagem era referente a vacinas (saiba mais aqui).

 

Carvalho, então, disse ao jornal O Globo que recebeu o áudio por meio de outra pessoa que não o parlamentar. "Eu recebi de outra pessoa, não diretamente do Luis [Miranda], não se refere a vacinas", rebateu. Questionado sobre qual o assunto, ele respondeu: "Acredito que sobre os negócios dele nos EUA. Não tem nada uma coisa com a outra". Na avaliação de Carvalho, Dominguetti entregou outra versão na CPI porque "quer aparecer".

 

Ao jornal, o deputado também negou o fato, inclusive disse não ter conhecimento sobre a existência da Davati. "É mentira, lógico que não. Eu nunca falei sobre vacinas. Não sei nem quem é [Dominguetti]. Estou começando a achar que esse cara foi enviado por Bolsonaro para fazer denúncias mentirosas", sugeriu o parlamentar.

 

Miranda contou que tratou com uma empresa norte-americana sobre a venda de luvas, mas que a conversa não tinha relação com a Davati nem com vacinas.

 

Na CPI, após insistência dos senadores sobre o assunto, Dominguetti recuou na acusação e disse não ter certeza de que o áudio era sobre vacinas. "Eu não posso fazer juízo de valor. Quem pode dizer de que era a transação, de que produto era somente Cristiano", afirmou. Neste ponto, o PM preferiu dizer que havia indícios de que o "modus operandi" da transação era sobre a compra de imunizantes.