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Em ato, Marcos Mendes diz que 'só vai derrubar Bolsonaro se for nas ruas'

Por Lula Bonfim / Gabriel Lopes

Em ato, Marcos Mendes diz que 'só vai derrubar Bolsonaro se for nas ruas'
Foto: Lula Bonfim / Bahia Notícias

O ativista e ex-vereador de Salvador pelo Psol, Marcos Mendes, participa do ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na tarde deste sábado (19).

 

Para ele a única forma de tirar Bolsonaro do posto de presidente é indo para as ruas. "Nós entendemos pela revolta que tem hoje nas ruas, que só vamos derrubar Bolsonaro se for nas ruas. Não vamos derrubar Bolsonaro indo para voto em urna. Precisa se manifestar e toda a população precisa ter a consciência crítica e política para derrubar esse genocida", disse ao Bahia Notícias.

 

Marcos Mendes também critica o ritmo de vacinação no Brasil e poderia já ter vacinado toda a população.

 

"É um dos países que tem mais expertise para fazer vacinação, então poderíamos vacinar até 60 milhões de pessoas por mês. Isso se o presidente Bolsonaro fizesse o dever de casa, comprasse as vacinas e as negociasse ainda em junho de 2020 e começasse a vacinar em janeiro, em junho agora todas as pessoas já estariam vacinadas com as duas doses. Então Bolsonaro mata mais que o vírus. Ele é um genocida declarado", declarou Mendes.

 

Questionado sobre as críticas recentes do secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, aos atos, ele alega que existe uma diferença entre manifestações pró-Bolsonaro e contra o presidente.

 

"Existe uma diferença muito grande quando você vê manifestações de poucas pessoas pró-Bolsonaro, contamina mais que as de fora Bolsonaro. Aqui não tem uma pessoa sem máscara. Todos com álcool gel e mantendo distanciamento", finaliza.

 

MANIFESTAÇÕES
O ato foi convocado em todos o país e conta com a participação de  lideranças políticas, ativistas, movimentos sindicais e artistas.

 

Em Salvador, a concentração saiu do bairro do Campo Grande. As principais reivindicações são pelo impeachment de Bolsonaro e maior celeridade na vacinação. O auxílio emergencial no valor de R$ 600 também é uma das pautas.