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Salvador pode esgotar reservas até dezembro se mantiver leitos e programas sociais

Por Fernando Duarte

Salvador pode esgotar reservas até dezembro se mantiver leitos e programas sociais
Foto: Valter Pontes/ Secom-PMS

Após previsões de que junho seria o mês crucial para avaliação das finanças de Salvador, a perspectiva não segue muito otimista. De acordo com informações obtidas pelo Bahia Notícias, caso a capital baiana mantenha mobilizados os equipamentos de saúde existentes até agora, o superávit fiscal, herança de ACM Neto no Palácio Thomé de Souza, termina no final de 2021. Mesmo que não haja um agravamento da pandemia, a simples manutenção da infraestrutura de saúde associada a programas sociais poderá desestruturar o cofre soteropolitano.

 

Parte disso é resultado do menor volume de transferências da União para o enfrentamento à pandemia do coronavírus. Em 2020, Salvador recebeu R$ 553 milhões para este fim, enquanto que, nos primeiros seis meses deste ano, esse montante caiu para R$ 30 milhões. Sem a regularização das transferências, Salvador foi “obrigada” a consumir o superávit deixado pela administração anterior, considerada uma das melhores no Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), referência na avaliação dessa área no Brasil.

 

Segundo um interlocutor que acompanha o dia a dia da prefeitura, a “torneira seca” do governo federal pode obrigar a prefeitura a acelerar a desmobilização de hospitais de campanha e leitos, ainda que os percentuais de ocupação não mantenham a tendência de queda. O prefeito Bruno Reis estaria resistente em atuar nesse sentido, porém pode ficar sem outras opções. Em recente visita à Brasília, o gestor não obteve retorno positivo do Ministério da Saúde sobre o passivo de leitos contratados até aqui e sem nenhuma perspectiva para financiar as unidades nos próximos meses.