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'Capitã Cloroquina' diz que 'Brasil não é obrigado a seguir' orientações da OMS

Por Gabriel Lopes

'Capitã Cloroquina' diz que 'Brasil não é obrigado a seguir' orientações da OMS
Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Nona pessoa a depor na CPI da Pandemia, a secretária de Gestão do Trabalho e da Educação do Ministério da Saúde, Mayra Pinheiro, conhecida como "Capitã Cloroquina", disse nesta terça-feira (25) durante sessão que o "Brasil não é obrigado a seguir recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS)".

 

Questionada pelo relator da CPI, Renan Calheiros, sobre orientações da OMS, Mayra afirmou que a Organização "já falhou diversas vezes". "A OMS já determinou que não era necessário uso de máscara. Já fez indicações que não são recomendáveis, como o que mulheres portadoras de HIV amamentem seus filhos", continuou ao explicar ações do Ministério da Saúde durante a pandemia.

 

PRÓXIMOS PASSOS DA CPI
Governadores e gestores municipais devem ser ouvidos na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 nas próximas semanas. Os senadores vão votar nesta quarta-feira (26) o requerimento para convocação de nove governadores e 12 prefeitos e ex-prefeitos.


Segundo o presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM) o foco será nos mandatários dos estados e capitais onde a Polícia Federal (PF) investiga suspeitas de desvio de recursos no enfrentamento da pandemia da Covid-19.

 

CPI DA PANDEMIA
Mayra Pinheiro é a nona pessoa a depor na CPI da Pandemia. Antes dele, os senadores colheram depoimentos dos ex-ministros da Saúde, Eduardo Pazuello, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, do atual ministro Marcelo Queiroga, do diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, do gerente-geral da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, do ex-secretário especial de Comunicação do governo, Fábio Wajngarten, e do ex-ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo.